O advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça e subprocurador-geral da República aposentado, deixou a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A informação foi divulgada em nota à imprensa nesta terça-feira (19). Os motivos específicos do desligamento não foram detalhados.
Nota de Eugênio Aragão
No comunicado, Aragão afirma que participa apenas de iniciativas jurídicas pautadas pela “absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”. A nota também menciona que eventual colaboração premiada só seria considerada diante da existência de “provas consistentes e inequívocas”, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas.
Interesse em delação e transferência
O ex-presidente do BRB, preso na Operação Compliance Zero, sinalizou interesse em colaborar com as investigações. Em abril, a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência do presídio da Papuda para um local que permita conversas sigilosas com advogados. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre quem assumirá a defesa de Paulo Henrique Costa.
Quem é Paulo Henrique Costa
Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha, e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial. Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada.
Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior, e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de assumir o BRB, ele era vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal, onde trabalhava desde 2001 até assumir o BRB.
O que diz Eugênio Aragão
"O advogado Eugênio Aragão informa que está deixando a condução da defesa de Paulo Henrique Costa. Com quase 30 anos de atuação no Ministério Público Federal e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, Eugênio Aragão somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade. Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas."



