A Polícia Penal de Alagoas realizou, nesta sexta-feira (2), uma grande apreensão de aparelhos celulares, carregadores, chips, instrumentos perfurantes artesanais, anotações, fones de ouvido e porções de substância análoga à droga dentro de celas de unidades prisionais em Maceió e no Agreste do estado. A ação integra a 11ª fase da Operação Mute, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que ocorre simultaneamente em 15 estados do país com o objetivo de combater a comunicação do crime organizado dentro dos presídios.
Operação Mute: foco no controle estatal
A operação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e contou com a atuação integrada do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (GERIT) e do Grupamento Tático do Interior (GTI). De acordo com o secretário executivo de Gestão Penitenciária da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), policial penal Carlos Voss, a ação busca impedir o contato de detentos com o mundo externo. “Essa ação tem como foco desarticular qualquer forma de comunicação dos detentos com o mundo exterior, trazendo redução nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e mais paz para toda a sociedade alagoana”, afirmou Voss.
Esconderijos improvisados
Os detentos cavavam buracos nas paredes e no chão das celas para ocultar os materiais ilícitos. Durante as revistas, os agentes encontraram diversos objetos escondidos, incluindo celulares, drogas e armas artesanais. A Polícia Penal divulgou imagens dos itens apreendidos, que mostram a criatividade dos presos para burlar a fiscalização.
Resultados da Operação Mute
Desde o início da Operação Mute, em 2023, mais de 7,9 mil aparelhos celulares já foram retirados de unidades prisionais em todo o Brasil. Além da apreensão de eletrônicos, as ações também combatem outros ilícitos dentro dos presídios, com foco no fortalecimento do controle estatal e no enfraquecimento da atuação de organizações criminosas. A operação em Alagoas reforça o compromisso das autoridades em desmantelar as redes de comunicação do crime organizado, que muitas vezes utilizam os celulares para planejar crimes do lado de fora.



