Pelo menos três mulheres de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife, em Pernambuco, descobriram que estavam registradas em suas carteiras de trabalho como 'presidente da República' desde 2002. O erro ocorreu após a transição do sistema SEFIP para o e-Social da prefeitura municipal.
O caso de Aldenize Ferreira
A técnica de enfermagem Aldenize Ferreira, de 46 anos, foi a primeira a relatar o problema. Ela ficou surpresa ao descobrir que ocupava o cargo de chefe do Executivo nacional há 24 anos, mesmo estando desempregada e sem renda. A descoberta aconteceu na semana passada, enquanto procurava emprego na Agência do Trabalhador da cidade. 'Eu disse que não trabalhava, mas eles disseram: trabalha há 24 anos e dois meses, e o seu cargo é o de presidente da República. Eu fiquei chocada, sem entender, porque desempregada, sem renda e presidente da República?', declarou Aldenize, que tirou foto do documento para comprovar.
Outras vítimas do erro
Após a divulgação do caso, outras duas mulheres também identificaram o mesmo equívoco. Claudia da Silva, de 53 anos, trabalhou como educadora infantil em escolas municipais antes de 2002 e descobriu o registro incorreto ao conseguir um novo emprego há sete meses. Apesar do problema, ela conseguiu ter a carteira assinada novamente, mas voltou a ficar desempregada. Já Suelane Fonseca, de 49 anos, descobriu o erro há quatro anos e, desde então, não conseguiu corrigir a situação.
Explicação da prefeitura
A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que o problema foi causado por uma falha na migração do sistema SEFIP para o ambiente digital do e-Social. 'Durante essa migração, houve o registro equivocado de servidores ocupantes de cargo comissionado genérico como 'presidente da República' em algumas bases de dados', explicou a gestão municipal. A administração não informou quantos casos ainda podem existir.
Como corrigir o registro
As pessoas que encontrarem registros incorretos em suas carteiras de trabalho podem procurar a Unidade de Gestão de Pessoas do município (UGEP), localizada no Palácio da Batalha (Avenida Barreto de Menezes, 1648, em Prazeres), das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, para solucionar o caso.



