O relator da CPI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), submeteu-se à coleta de material biológico para exame de DNA na manhã desta quinta-feira (23), em Maceió. A informação foi confirmada ao g1 pela Polícia Científica de Alagoas, que informou que o procedimento ocorreu por determinação judicial no Laboratório de Genética Forense. Segundo o órgão, a amostra ficará armazenada para a realização posterior do exame.
Iniciativa própria e ordem judicial
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a coleta foi feita por iniciativa própria, com pedido de ordem judicial para antecipar a produção de provas. Gaspar disse que a medida tem o objetivo de esclarecer acusações que ele classifica como falsas. “Acabei de coletar o meu material genético e, por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta. Fui acusado de forma covarde por um crime que jamais pratiquei”, declarou.
O deputado também afirmou que não teme investigações e defendeu rapidez na apuração. Ele informou ainda que já ingressou com ações judiciais nas esferas cível e criminal contra os responsáveis pelas acusações, além de representações no Congresso pedindo a responsabilização dos envolvidos.
Contexto das acusações
O caso ganhou repercussão após o deputado federal Lindbergh Farias chamar Gaspar de “estuprador” durante a leitura do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e citar uma suposta paternidade. Até o momento, não foram apresentadas provas públicas que sustentem a acusação. Gaspar nega as acusações e afirma que elas teriam origem em um caso envolvendo um primo, ocorrido há cerca de nove anos em Alagoas.
“As acusações são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das investigações conduzidas pela CPMI do INSS”, disse o parlamentar em nota. Ele informou ainda que apresentou queixa-crime contra os envolvidos na Procuradoria-Geral da República, na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal.
Repercussão e próximos passos
A coleta de DNA é mais um passo na estratégia de defesa de Alfredo Gaspar, que busca provar sua inocência. O exame ainda não tem data para ser realizado, mas a amostra já está armazenada. Enquanto isso, as investigações sobre as acusações prosseguem nas esferas judicial e policial, e o deputado aguarda a conclusão dos processos para restabelecer sua imagem.



