Um homem foi condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do advogado Marcílio Márcio Amorim Gonçalves, ocorrido em novembro de 2024, no norte da Bahia. O julgamento, realizado de forma híbrida, aconteceu nesta quarta-feira (29) no Fórum de Juazeiro e teve duração aproximada de oito horas.
Detalhes da condenação
O réu, identificado como Lucas Matheus Avelino da Silva, trabalhava como caseiro em uma das propriedades da vítima. Ele foi condenado pelo crime de homicídio qualificado, caracterizado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Além da pena de reclusão, Lucas da Silva também foi condenado a pagar uma multa de R$ 500 mil à família do advogado.
A sessão do júri foi realizada de maneira híbrida porque o acusado está preso no Presídio Regional de Rio do Sul, em Santa Catarina, onde foi localizado pela polícia no ano passado. Por isso, ele participou da audiência por videochamada. A defesa, conduzida pela Defensoria Pública da Bahia, argumenta que ele não é o responsável pela morte do advogado e ainda pode recorrer da decisão por meio de apelação.
Outros crimes e transferência
De acordo com informações da TV São Francisco, afiliada da TV Bahia na região, o réu também responde por outros três crimes cometidos dentro do presídio. Após a condenação, ele deverá ser transferido para o Conjunto Penal de Juazeiro, na Bahia.
Relembre o caso
O advogado Marcílio Márcio Amorim Gonçalves, de 57 anos, foi encontrado morto na zona rural de Juazeiro, no norte da Bahia. O corpo foi localizado no dia 16 de novembro de 2024, às margens de um rio, no distrito de Itamotinga, com os pés e as mãos amarrados. A vítima apresentava perfurações de tiros e estava coberta por um carrinho de mão.
Câmeras de monitoramento do local, além de celulares e um notebook que pertenciam ao advogado, foram levados pelos criminosos. O enterro ocorreu no mesmo dia, no cemitério do distrito de Itamotinga.
Lucas Matheus Avelino da Silva foi preso no dia 28 de novembro de 2024, na zona rural da cidade de Chapadão do Lageado, em Santa Catarina. Na época, foram solicitados exames periciais e testemunhas foram ouvidas para identificar o suspeito como o responsável pelo homicídio.



