O chefe do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), almirante Brad Cooper, declarou nesta segunda-feira que a investigação sobre o ataque que vitimou mais de 150 meninas em uma escola na cidade iraniana de Minab, ocorrido em 28 de fevereiro, é considerada “complexa”. O motivo, segundo ele, é que o prédio atingido estava localizado dentro de uma base militar iraniana.
Declarações do almirante Brad Cooper
“É uma investigação complexa. A própria escola estava situada em uma base ativa de mísseis de cruzeiro da Guarda Revolucionária Islâmica. Isso torna a situação mais complexa do que um ataque convencional”, afirmou Cooper durante audiência na Comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Em meio a uma discussão tensa com o deputado democrata Adam Smith, Cooper reforçou que “os Estados Unidos não atacam civis deliberadamente”. Ele acrescentou: “O povo iraniano não é nosso inimigo. Neste caso, o adversário é a Guarda Revolucionária Islâmica”.
Críticas do deputado Adam Smith
Adam Smith criticou a postura do governo americano e lembrou que, em episódios anteriores semelhantes, o Exército dos EUA reconheceu erros rapidamente, mesmo antes da conclusão das investigações. “Está bastante claro o que aconteceu ali”, disse o parlamentar, lamentando que já tenham se passado cerca de 80 dias desde o bombardeio sem que o Pentágono tenha assumido responsabilidade pelo ataque.
Posição da ONU
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, já havia solicitado em março que os Estados Unidos concluíssem rapidamente a investigação sobre o bombardeio. Segundo a ONU, o ataque resultou em 155 mortos, sendo 120 crianças. O bombardeio ocorreu durante a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.



