Advogada relata constrangimento em voo da Latam com filho de 1 ano e 10 meses
A advogada Viviane Carvalho Souza Araújo denunciou uma situação humilhante vivida durante o embarque em um voo da Latam, na manhã do dia 4, com destino a Brasília. Ela viajava com o filho de 1 ano e 10 meses e afirma ter sido tratada de forma ríspida pela tripulação ao solicitar ajuda para acomodar o carrinho dobrável no bagageiro.
O incidente
Segundo Viviane, ao chegar à porta da aeronave, a chefe dos comissários informou que o carrinho deveria ser despachado. A advogada explicou que, por estar sozinha com o bebê, preferia manter o item na cabine e pediu auxílio para guardá-lo. A comissária negou o pedido, alegando regras da empresa, e respondeu de forma ríspida. Sem ajuda, Viviane seguiu até o assento, onde um passageiro a auxiliou a colocar o carrinho no bagageiro.
Reação da companhia
Após se acomodar, Viviane decidiu registrar uma reclamação e procurou um responsável pelo voo, enquanto gravava a abordagem. A comissária, então, insinuou que ela queria desembarcar e ameaçou chamar a polícia. Mesmo negando a intenção de deixar o voo, a Polícia Federal foi acionada. Dois agentes entraram na aeronave e escoltaram a advogada e seu filho para fora, diante dos demais passageiros.
Viviane descreveu a experiência como humilhante e afirmou que pediu aos policiais que registrassem a ocorrência, mas foi informada de que eles estavam apenas para acompanhar o procedimento. Três passageiras se solidarizaram e ofereceram testemunho, sendo que uma delas ouviu a comissária proferir um comentário ofensivo contra a advogada.
Posicionamento da Latam
A Latam informou que acionou a Polícia Federal após a discordância da passageira em relação às regras de segurança para acomodação do carrinho. A companhia afirmou que Viviane foi realocada gratuitamente em outro voo, no qual conseguiu viajar com o carrinho. A empresa destacou que adota procedimentos voltados à segurança e que seus funcionários são treinados para lidar com essas situações.
Direitos dos passageiros
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), passageiros com criança de colo são considerados Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE). Nesses casos, o carrinho deve ser levado na cabine se houver espaço; caso contrário, segue no porão e deve ser devolvido no desembarque. A Latam também permite o carrinho dobrável sem custo adicional na cabine, desde que haja espaço disponível.
Viviane lamentou o ocorrido: “Me senti agredida e desrespeitada, assim como meu filho. Nenhuma mãe deveria passar por esse tipo de constrangimento por pedir ajuda”.



