Megaoperação no Rio: STF exige envio de imagens em 15 dias após ação que deixou mais de 120 mortos
Uma megaoperação de grande porte, mobilizando cerca de 2.500 policiais civis e militares, foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro, na terça-feira, 28 de outubro de 2025. A ação, considerada uma das mais expressivas em termos de efetivo nos últimos tempos, resultou em um trágico saldo de mais de 120 mortos, levantando questões sobre sua condução e transparência.
Determinação do STF para perícia na Polícia Federal
Em resposta aos eventos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma determinação crucial nesta quarta-feira, 4 de novembro. O magistrado estabeleceu um prazo de 15 dias para que o governo do estado do Rio de Janeiro envie todas as imagens capturadas durante a megaoperação. O material deve ser encaminhado para perícia na Polícia Federal, visando uma análise detalhada e independente dos fatos ocorridos.
Contexto da ADPF das favelas e papel de Moraes
A decisão foi publicada no âmbito da ADPF 635, conhecida popularmente como "ADPF das favelas", um processo que trata de questões relacionadas a operações policiais em comunidades. Alexandre de Moraes assumiu a relatoria desta ação após a saída do ministro Luís Roberto Barroso, reforçando seu compromisso com a apuração rigorosa de casos que envolvem violência e direitos humanos em áreas urbanas.
Esta medida do STF reflete uma crescente pressão por transparência e accountability em operações de segurança pública, especialmente diante do alto número de vítimas registrado. A expectativa é que a perícia das imagens possa esclarecer detalhes sobre a conduta dos agentes e as circunstâncias das mortes, contribuindo para um debate mais informado sobre políticas de segurança no Brasil.



