Sete PMs são indiciados por morte de policial civil aposentado em Céu Azul
Sete PMs indiciados por morte de policial civil em Céu Azul

Sete policiais militares são indiciados por morte de policial civil aposentado em Céu Azul

A investigação sobre a morte do policial civil aposentado Sandro Carlos da Rocha, ocorrida em 24 de fevereiro em Céu Azul, no Oeste do Paraná, chegou a uma conclusão alarmante. A delegada Jéssica Faria, responsável pelo caso, divulgou que sete policiais militares foram indiciados, elevando o número de envolvidos no crime. Dois desses agentes já estão presos desde 27 de março em Curitiba, enquanto os demais enfrentam restrições ao serviço operacional.

Acusações graves e detalhes do inquérito

Segundo a delegada, os crimes imputados aos policiais são graves e incluem homicídio qualificado e fraude processual. Quatro dos PMs foram indiciados por ambas as acusações, enquanto outros três responderão apenas por fraude processual. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que agora decide se oferece denúncia à Justiça Militar.

O major Edson Dal Pozzo, da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), confirmou que medidas cautelares foram determinadas pelo juízo competente. Os dois policiais presos estão suspensos da função pública, e os demais têm restrições ao serviço operacional. A corregedoria da PM-PR foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o momento.

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Inconsistências na versão inicial e suspeitas de alteração da cena

O crime ocorreu após uma perseguição policial nas proximidades da BR-277, onde Sandro foi atingido por um disparo de fuzil na região da nuca. Inicialmente, os policiais alegaram que tentavam abordar a vítima, que estava em uma moto, por suspeita de transporte de contrabando, e que os disparos foram motivados por uma fuga.

No entanto, as investigações revelaram inconsistências significativas nessa versão. A delegada Jéssica Faria apontou indícios de que a cena do crime foi alterada para dificultar a apuração. Entre as suspeitas estão a retirada de estojos de munição do local, a remoção de um equipamento que armazenava imagens de câmeras de segurança e a elaboração de um boletim de ocorrência com informações falsas.

Colaboração entre forças de segurança e participação do Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) participou ativamente da investigação, solicitando medidas cautelares como mandados de busca e apreensão e prisões temporárias. Durante o cumprimento dessas ordens judiciais, um dos agentes quebrou o próprio celular no momento da apreensão, ato que também deve resultar em acusação de fraude processual.

A delegada destacou que houve colaboração entre as forças de segurança durante as investigações. "Não há uma guerra institucional. Pelo contrário, houve parceria e compartilhamento de informações para que as responsabilidades fossem apuradas da forma mais correta possível", afirmou Jéssica Faria, enfatizando o trabalho conjunto para esclarecer o caso.

Os nomes dos policiais indiciados não foram divulgados, mas a conclusão do inquérito marca um passo crucial na busca por justiça para Sandro Carlos da Rocha, cuja morte continua a gerar repercussões na região Oeste do Paraná.

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