Policiais militares são presos após morte de mototaxista que denunciou abuso no Tocantins
Policiais presos após morte de mototaxista que denunciou abuso no TO

Policiais militares são presos após morte de mototaxista que denunciou abuso no Tocantins

Dois policiais militares do Tocantins tiveram prisão temporária decretada pela Justiça estadual nesta semana, após investigações apontarem seu possível envolvimento na morte do mototaxista Jefferson Lima Borges, de 25 anos. Os militares Devany Gomes dos Santos e Cláudio Roberto Nunes Gomes cumprem a custódia no 4º Batalhão da Polícia Militar, conforme determinação judicial.

Detalhes do caso e investigações

O corpo de Jefferson foi encontrado em setembro de 2025 às margens da rodovia TO-181, no município de Sandolândia. A investigação policial revelou indícios de que os policiais investigados teriam monitorado a vítima, seguido seus deslocamentos e participado diretamente da execução. Além disso, há suspeitas de que atuaram para ocultar provas do crime.

Um laudo pericial confirmou que um projétil retirado da vítima é compatível com arma funcional de um dos policiais. O juiz Nilson Afonso da Silva, responsável pela decisão, determinou que os militares cumpram a prisão em instalações da PM para garantir a disciplina militar e a segurança institucional.

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Denúncias anteriores de abuso de poder

Jefferson havia denunciado ao Ministério Público do Tocantins (MPTO) dois incidentes de abuso de poder envolvendo policiais militares em Araguaçu, registrados em 15 de julho de 2025. O primeiro ocorreu durante abordagem no final de junho, quando relatou ter sido tratado com truculência e ameaças.

O segundo incidente aconteceu na noite anterior ao depoimento do mototaxista ao MPTO. Jefferson afirmou que foi abordado pela Força Tática, que exigiu que desbloqueasse seu celular para verificação do IMEI. Ele negou o pedido e teve o aparelho apreendido sem documentação adequada.

Após a denúncia, a promotoria buscou documentos que justificassem a apreensão, mas não encontrou registros. A Polícia Militar de Araguaçu devolveu o celular, afirmando não haver termo de apreensão relacionado ao fato.

Investigações aprofundadas e novas descobertas

Em novembro, a Polícia Civil cumpriu sete mandados de busca e apreensão em três quartéis da PM e contra quatro policiais militares. As investigações apontam que um dos soldados omitiu informações sobre quem encontrou o corpo ao registrar o caso, afirmando que não havia ninguém no local.

A Polícia Civil identificou que uma testemunha, cuja presença foi ocultada no registro, teria visto a chegada de um tenente e um soldado em uma caminhonete prata. No dia em que o corpo foi encontrado, essa testemunha relatou ter visto um veículo com características idênticas trafegando em sentido contrário, momentos antes de localizar o corpo na rodovia.

Os policiais investigados foram afastados de suas funções pela Polícia Militar para garantir transparência nas investigações. O caso continua sob análise das autoridades, com novas informações sendo apuradas constantemente.

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