O Paraná foi o estado do Sul do Brasil que registrou a maior taxa de mortes associadas a ocorrências no transporte terrestre em 2024. Segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a taxa no estado foi de 23,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Santa Catarina ficou com 18,9 e Rio Grande do Sul com 16,2.
A taxa de mortes no trânsito no Paraná cresceu 5,3% em relação ao relatório anterior, que analisou dados de 2023. No entanto, na comparação com os últimos 10 anos (2014 a 2024), houve queda de 13,7%.
Números absolutos de mortes no trânsito
Em números absolutos, o Paraná também lidera entre os estados do Sul. Em 2024, foram 2.821 mortes associadas a sinistros no transporte terrestre, seguido pelo Rio Grande do Sul (1.820) e Santa Catarina (1.521).
Homicídios no Paraná
O relatório também apontou que o Paraná teve a maior taxa de homicídios da região Sul em 2024: 18,9 mortes a cada 100 mil habitantes. Rio Grande do Sul registrou 15,2 e Santa Catarina, 8,1. Contudo, comparando com 2014 (27,1 por 100 mil), houve queda de 31,4% nos homicídios no estado.
A taxa de mortes violentas de mulheres no Paraná caiu 21,6% em 10 anos, mas a taxa de mulheres negras mortas aumentou 5,1% no mesmo período.
Homicídios estimados por município
Considerando homicídios registrados e ocultos (mortes violentas por causa indeterminada), Paranaguá lidera com taxa estimada de 50,7 mortes por 100 mil habitantes. Sarandi (35,8) e Almirante Tamandaré (35,3) vêm na sequência. Outras cidades com altas taxas: Ponta Grossa (31,4), Pinhais (27,4), Foz do Iguaçu (27,1) e Piraquara (26,4). Curitiba, a capital, registrou taxa de 13,2 homicídios estimados por 100 mil habitantes.
Metodologia do Atlas
O Atlas da Violência utiliza duas bases de dados primárias: o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e registros policiais. Quando a causa básica do óbito não é identificada, a secretaria de saúde classifica como morte violenta por causa indeterminada, sendo necessário complementar com informações policiais.



