Um levantamento exclusivo traz um retrato preocupante sobre a rede de distribuição de bebidas alcoólicas destiladas no Brasil. De acordo com dados da plataforma Bebida Legal, iniciativa da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), o país possui apenas 1228 revendedores homologados pelas principais empresas do setor.
Distribuição geográfica dos pontos de venda autorizados
A base de dados, que tem abrangência nacional, inclui tanto redes varejistas que vendem diretamente ao consumidor final quanto distribuidores que abastecem bares, restaurantes e eventos. A distribuição regional desses estabelecimentos autorizados mostra uma forte concentração. A região Sudeste lidera com 524 revendedores homologados, seguida pelo Nordeste com 314. O Sul do país conta com 192 pontos, o Centro-Oeste com 110 e a região Norte com 83. Além disso, a plataforma registra a existência de 5 distribuidoras nacionais com a devida homologação.
Iniciativa busca garantir a segurança do consumidor
A plataforma Bebida Legal é mantida pela ABBD e reúne as empresas Bacardi, Beam Suntory, Brown-Forman, Diageo e Pernod Ricard. O objetivo da ferramenta é oferecer um canal de consulta para que comerciantes e consumidores possam verificar a legitimidade dos pontos de venda. A iniciativa ganha importância em um contexto onde a venda de produtos adulterados representa um risco grave à saúde pública, como evidenciado por casos recentes de intoxicação.
Como identificar um revendedor seguro
Diante de um mercado com riscos, a recomendação das autoridades e das próprias fabricantes é que consumidores e estabelecimentos comerciais busquem sempre fornecedores que constem na lista oficial. A consulta pode ser feita diretamente na plataforma, que serve como um importante mecanismo de proteção contra bebidas falsificadas ou contaminadas, como as que contêm metanol, substância extremamente tóxica.
Os dados, atualizados em janeiro de 2026, destacam a necessidade de ampliar a rede de distribuição autorizada e de conscientizar a população sobre os perigos de adquirir destilados em canais não oficiais. A fiscalização por órgãos como o Procon continua sendo fundamental para coibir a comercialização de produtos ilegais e proteger a saúde dos brasileiros.