Justiça arquiva processo de corretor flagrado com R$ 700 mil em dinheiro vivo
A Justiça determinou o arquivamento do processo contra o corretor de imóveis Jackson Renei Aquino de Souza, de 38 anos, que foi flagrado com R$ 700 mil em espécie pela Polícia Federal em julho de 2025. A decisão, datada do último dia 13 de janeiro, atendeu a um pedido do Ministério Público de Roraima (MPRR), que entendeu não haver provas suficientes para sustentar a acusação de lavagem de dinheiro.
Falta de elementos para prosseguir com o caso
Na análise detalhada do caso, a juíza Daniela Schirato concluiu que não existiam elementos concretos que justificassem a continuidade do processo. O caso tramitava na Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas, mas a magistrada destacou em sua decisão que não verificou qualquer ilegalidade que pudesse impedir o arquivamento solicitado pelo Ministério Público.
"Analisando os autos, não verifico a existência de ilegalidade que justifique a revisão do arquivamento promovido pelo Ministério Público, titular da ação penal", afirmou a juíza em trecho da decisão. Essa posição reforça a ausência de provas que vinculassem o corretor a atividades criminosas de lavagem de dinheiro, conforme alegado inicialmente pelas investigações da PF.
Contexto das investigações e envolvimento de assessor
As investigações da Polícia Federal haviam apontado, em momentos anteriores, um possível envolvimento de um assessor em um esquema de lavagem de dinheiro, mas essas alegações não se sustentaram perante a Justiça. O arquivamento do processo contra Jackson Renei Aquino de Souza marca um ponto final nesse capítulo, destacando a importância de evidências robustas em casos de crimes financeiros.
O caso chamou a atenção pelo alto valor em dinheiro vivo apreendido, mas a decisão judicial enfatiza que, sem provas concretas, não há base legal para manter a ação penal. Isso reflete os princípios do direito penal, que exigem a comprovação cabal dos fatos para a condenação de um acusado.