Uma escritora de São José do Rio Preto (SP) transforma a educação ao utilizar seus 18 livros autorais para ensinar alunos da rede pública em projetos voluntários. Nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, o g1 destaca a história de Josiê Morais, de 62 anos, que combina o dom da escrita com a profissão de professora para promover uma educação transformadora.
Trajetória acadêmica e profissional
Josiê Morais é poetisa e membro efetivo da Academia Independente de Letras (AIL Ordem Literária SCRIPTORIUM). Com 28 anos de experiência como professora, aposentou-se na rede estadual, mas optou por continuar lecionando. Bacharel e licenciada pelo Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) e pós-graduada em zoologia pela Unesp de São José do Rio Preto, ela ministra aulas de ciências e biologia em escolas estaduais e privadas.
Uso de livros autorais em sala de aula
Durante as atividades, Josiê utiliza seus próprios livros para ensinar os alunos. Além disso, realiza ações voluntárias em instituições públicas de ensino, onde desenvolve palestras sobre a importância da escrita. “Sou apaixonada pela educação. A leitura é uma das maneiras de melhorar a sociedade”, afirma.
Voluntariado no projeto Emancipa Rio Preto
A docente também é voluntária no projeto Emancipa Rio Preto, que promove a educação popular com foco em formação crítica e libertadora. A iniciativa é voltada à alfabetização de jovens, adultos e idosos, além de oficinas formativas. Com 18 títulos autorais, Josiê diz que sua missão é incentivar a leitura e o aprendizado. “Escrevo de forma bem simples para que minhas alunas e meus alunos possam entender”, explica.
Escritora premiada
Josiê é titular do prêmio Nelson Seixas de poesia e participa de coletâneas e antologias por editoras brasileiras. Seu primeiro livro foi escrito em 2019, incentivada pelos filhos. Desde então, utiliza suas vivências, conhecimentos e imaginação para criar personagens e narrar histórias que levam à reflexão. “Sempre li muito, mas só comecei a escrever em 2019, e me apaixonei pela escrita. É uma maneira de melhorar a sociedade”, conta.
Temas abordados e produção artística
Em seus 18 livros, a escritora aborda temas como machismo, povos nativos, quilombolas, meio ambiente, pescadores artesanais e feminismo. Além de escrever, ela desenha os personagens, faz as capas e auxilia na produção artística e visual das obras. Por meio da ficção, busca destacar a importância do acesso à informação e contribuir para um futuro melhor. “Os livros são uma forma que essas pessoas têm de ter contato com esses assuntos”, finaliza.
Durante os projetos sociais, Josiê atinge alunos dos ensinos fundamental II e médio, além de universitários.



