Atrizes como Bella Campos e Sophie Charlotte defendem Erika Hilton contra ataques transfóbicos
Atrizes defendem Erika Hilton contra ataques transfóbicos

Atrizes brasileiras se unem em apoio a Erika Hilton após ataques transfóbicos

A deputada federal Erika Hilton, do PSOL, enfrentou uma onda de ataques transfóbicos na última semana, após ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara de Deputados. Críticas vindas da oposição e até de setores da esquerda alegaram que, por ser uma mulher trans, ela não deveria ocupar o cargo e não representaria as mulheres. Em resposta, a coluna GENTE ouviu diversas atrizes que se posicionaram firmemente em defesa da parlamentar, destacando sua importância na luta pelos direitos femininos.

Manifestações de apoio das celebridades

Sophie Charlotte foi uma das primeiras a se pronunciar, afirmando: “Estou do lado da Erika Hilton, do Congresso, feminino, da gente tornar o feminino plural, representativo. A mulher trans, quando é ouvida, todas nós somos ouvidas. Quando os direitos delas são garantidos, todos os nossos são. A gente tem que entender que, no privilégio de mulher branca, é difícil da gente julgar isso”. Suas palavras ecoam um sentimento de solidariedade e reconhecimento da diversidade dentro do movimento feminista.

Fabíula Nascimento criticou os ataques, dizendo: “Acho que quem perde tempo com isso está com muito problema. Tem tanta coisa para a gente resolver nesse país. Feminicídio, pedofilia… Isso é que deveria ser problema a se resolver”. Ela enfatizou a necessidade de focar em questões urgentes, em vez de debates infundados sobre identidade de gênero.

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Alice Wegmann também se manifestou, declarando: “Ver uma mulher como a Erika se posicionando ao nosso favor, lutando por nós, é muito importante. Sinto que ela está fazendo melhor do que muita gente”. Sua fala ressalta a eficácia e dedicação de Hilton em seu novo papel.

Repercussão positiva e críticas ao retrocesso

Bruna Marquezine expressou tristeza com a situação, comentando: “Lamentável que a gente ainda, diante de tanto avanço, tenha esse momento de retrocesso, que a gente tenha que passar a ver esse tipo de coisa acontecendo. Acho lamentável. Toda vez que eu tenho a oportunidade de encontrá-la, demonstro minha admiração. Enfim, é uma pena… Que ela tenha a força para seguir”. Suas palavras refletem a frustração com a persistência de preconceitos na sociedade.

Gabriela Loran elogiou o trabalho de Hilton, afirmando: “Erika está fazendo um movimento incrível dentro da política. Eu vi essa questão de transfobia, até associada a minha performance no Lip Sync, quando usei a Modinha para Gabriela (da Gal Costa), como ato político. Sem dúvidas é um ato político. Estou muito feliz com tudo que está acontecendo. Os haters vão odiar, porque esse é o trabalho deles, mas a gente vai mostrar que faz tudo com excelência”. Ela conectou a luta política com expressões artísticas, reforçando a importância da representatividade.

Bella Campos destacou a atuação de Hilton, dizendo: “Erika tem esse olhar de vários projetos da Câmara, que trazem posicionamentos positivos das mulheres. Ela luta muito. A gente quer avanço, melhoria, luta e vamos nessa”. Sua fala enfatiza o compromisso da deputada com causas progressistas.

Jéssica Ellen foi ainda mais enfática, declarando: “Erika tem um discurso muito forte. À frente do tempo de muita gente, acho que já passou da hora da gente eleger mulheres como ela, que tenham opiniões e eloquência incríveis. Se for presidente do Brasil, em algum momento, a gente avança muitas casas à frente”. Ela vislumbrou um futuro onde lideranças como Hilton possam transformar ainda mais a política nacional.

Contexto e importância do apoio

Os ataques transfóbicos contra Erika Hilton ocorreram logo após sua eleição para a presidência da comissão, um marco significativo para a representatividade de mulheres trans na política brasileira. As declarações das atrizes não apenas defendem a deputada, mas também chamam a atenção para a necessidade de inclusão e respeito às diversidades. Este episódio ilustra como figuras públicas podem usar sua influência para combater discriminações e promover debates sociais relevantes, fortalecendo a luta por direitos iguais no país.

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