Adolescente de 12 anos vítima de estupro em escola aguarda atendimento psicológico pelo SUS
O adolescente de 12 anos que relatou ter sido estuprado dentro do banheiro de uma escola da rede estadual na Zona Norte de São Paulo está na fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber atendimento psicológico. O caso, que ocorreu no dia 27 de fevereiro, foi registrado pela Polícia Civil como ato infracional por estupro de vulnerável, envolvendo quatro adolescentes suspeitos.
Falta de suporte imediato e busca por atendimento
Segundo a mãe da vítima, a escola ofereceu acompanhamento com um psicólogo dentro da unidade, mas o menino não consegue frequentar o local após o trauma vivido. "Não tem condições do meu filho ir lá", afirma a mãe, destacando a gravidade da situação. "Nas circunstâncias em que ele está, precisava ser acompanhado, e não está. Optamos pelo SUS, e estamos na fila de espera." A família busca apoio psicológico urgente para ajudar no processo de recuperação do adolescente.
Investigações policiais em andamento
O adolescente e sua mãe prestaram depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (10), enquanto os responsáveis pelos suspeitos também já foram ouvidos, conforme informou o delegado Cícero Simão. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo emitiu nota afirmando que equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na unidade para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar.
Detalhes do caso e ameaças sofridas
De acordo com a denúncia, o estudante foi estuprado por quatro adolescentes dentro do banheiro da escola. A mãe do menino procurou a polícia após perceber mudanças comportamentais no filho ao voltar da escola. O irmão mais velho relatou que um colega retirou o menino do banheiro após notar comportamento incomum entre alguns estudantes. Em seguida, o garoto contou ter passado por um episódio envolvendo quatro alunos do 7º e 9º anos.
A mãe procurou a escola no dia 2 de março para pedir providências, e os responsáveis por dois dos adolescentes foram chamados pela direção. Durante esse encontro, um dos estudantes teria se dirigido ao garoto e dito para ele "pensar bem" sobre o que contaria à direção, ameaçando agredi-lo na saída da escola caso insistisse na denúncia.
Encaminhamentos e posicionamentos oficiais
O caso foi registrado no 46º Distrito Policial, em Perus, e encaminhado ao 74º Distrito Policial, responsável pela área onde a escola está localizada. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou, em nota, que detalhes do caso estão sendo preservados por envolver menores de idade. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou o ocorrido e repudiou qualquer forma de violência ou abuso dentro ou fora das escolas, reforçando o compromisso com a segurança dos estudantes.



