Vale do Paraíba atinge menor índice histórico de mortes violentas, mas permanece como região mais crítica do interior paulista
O Vale do Paraíba fechou o ano de 2025 com o menor número de mortes violentas desde o início da série histórica, que começou em 2001, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) nesta sexta-feira (30). A região registrou um total de 286 casos, considerando homicídios dolosos e latrocínios, marcando um avanço significativo na redução da criminalidade, embora ainda ocupe a posição de liderança em assassinatos no interior do estado.
Queda histórica e comparação com anos anteriores
Os números revelam uma trajetória de oscilações ao longo das décadas, com o pico registrado em 2002, quando foram contabilizados 580 assassinatos. Em comparação com o primeiro ano da série, 2001, que teve 575 casos, a redução acumulada é expressiva. Especificamente em relação a 2024, houve uma queda de 7,7%, já que no ano anterior foram 310 mortes violentas na região. É importante destacar que esses dados representam números absolutos, sem ajuste populacional, sendo que a taxa por 100 mil habitantes é divulgada anualmente com informações do ano anterior.
Ranking das regiões e cidades mais afetadas
Apesar da melhora, o Vale do Paraíba continua sendo a região do interior de São Paulo com o maior número de assassinatos, superando outras áreas importantes:
- Em segundo lugar, a região de Sorocaba, com 220 mortes.
- Em terceiro, a região de Ribeirão Preto, com 211 casos.
Dentro do Vale, as cidades que lideram em ocorrências são:
- São José dos Campos, com 34 mortes.
- Lorena, com 28 casos.
- Pindamonhangaba e Taubaté, ambas com 27 mortes.
- Ubatuba, com 26 casos.
Outros indicadores de criminalidade na região
Além da redução nos homicídios, o Vale do Paraíba apresentou quedas em outras categorias de crimes:
- Roubos em geral: queda de 27,5%.
- Roubos de veículos: queda de 13,4%.
Contudo, houve aumentos preocupantes em alguns tipos de delitos:
- Estupros: alta de 6,5%.
- Tentativas de homicídio: alta de 3,9%.
- Furtos de veículos: alta de 3,3%.
Esses dados reforçam a necessidade de políticas públicas contínuas e direcionadas para enfrentar não apenas os assassinatos, mas também outras formas de violência que impactam a segurança da população local.