Suspeito de matar mulher trans é preso em Santo Antônio da Platina, no Paraná
Suspeito de matar mulher trans é preso no norte do PR

Suspeito de matar mulher trans é preso no norte do Paraná

Ágata Mendes, uma jovem de 18 anos, foi encontrada morta em um bambuzal de Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná. A polícia prendeu um homem de 39 anos, principal suspeito do crime, que teve um relacionamento com a vítima, uma mulher trans.

Detalhes do crime e prisão temporária

De acordo com o delegado Rafael Guimarães, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), o suspeito pediu para que Ágata o encontrasse novamente, mas com a condição de que ela fosse sozinha e não avisasse ninguém. A prisão temporária ocorreu nesta segunda-feira (9), e o nome do homem não foi divulgado pelas autoridades.

O delegado explicou que Ágata e o suspeito mantiveram um relacionamento por aproximadamente um ano, com encontros para programas sexuais. No entanto, o contato entre os dois havia cessado há três meses antes do incidente.

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Sequência dos eventos que levaram ao crime

No sábado (7), a jovem saiu de casa para encontrar o suspeito após ele enviar mensagens. Ela avisou a família sobre os planos, então todos estavam cientes do encontro. Quando Ágata não retornou, a mãe foi ao local onde os encontros costumavam acontecer, mas encontrou uma cena trágica.

O corpo da mulher foi descoberto com marcas de tiro e golpes de facão, indicando violência extrema. A polícia apreendeu um revólver no local do crime, que está sendo analisado pela perícia.

Investigações e depoimento do suspeito

Após a denúncia do homicídio, a Justiça atendeu ao pedido da polícia e expediu um mandado de prisão temporária. O suspeito se apresentou na delegacia acompanhado de um advogado. Durante o depoimento, ele optou por permanecer em silêncio e entregou seu aparelho celular para análise pericial.

O suspeito foi então encaminhado para a cadeia pública, onde aguarda o encerramento das investigações, conforme explicou o delegado. As autoridades continuam a coletar evidências para esclarecer todos os detalhes do caso.

Este crime chocou a comunidade local e levanta questões sobre violência contra pessoas trans no Brasil. A família de Ágata está recebendo apoio, enquanto a polícia trabalha para garantir que a justiça seja feita.

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