Segundo réu por estupro coletivo em Copacabana é preso após se entregar no Rio
Mais um réu pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi preso no início da tarde desta terça-feira, 3 de março de 2026. João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, se entregou voluntariamente na 10ª Delegacia de Polícia (DP) de Botafogo, também localizada na área nobre da capital carioca.
Pela manhã, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, também com 19 anos e outro jovem envolvido no crime, já havia se apresentado na 12ª DP de Copacabana, acompanhado de seu advogado. Ambos os acusados estavam foragidos desde o sábado, 28 de fevereiro, quando a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra todo o grupo suspeito.
Outros suspeitos e detalhes do crime
Além dos dois presos, outros três homens são apontados como suspeitos no caso: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Victor Hugo Oliveira Simonin, também de 18 anos, e um adolescente que não teve sua identidade revelada, supostamente o ex-namorado da vítima. Eles responderão pelo crime de estupro coletivo qualificado e cárcere privado, com exceção do menor de idade, cuja participação será investigada pela Vara da Infância e da Adolescência.
Segundo as informações do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 31 de janeiro. A vítima recebeu uma mensagem de um colega de escola convidando-a para ir à casa de um amigo. O estudante sugeriu que a menina levasse uma amiga, mas ela não conseguiu companhia e afirmou não ver problema em ir sozinha.
Ao chegar ao apartamento, o adolescente avisou a vítima que eles fariam "algo diferente", proposta que foi imediatamente recusada por ela. No interior do imóvel, a jovem foi conduzida a um quarto, onde teve relações sexuais com o ex-namorado. Enquanto os dois se relacionavam, os quatro amigos que também estavam no local entraram no cômodo.
Violência e agressões sofridas pela vítima
Após insistência do menor, a vítima aceitou que eles permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, segundo seu depoimento, os jovens não respeitaram essa decisão. Eles tiraram a roupa, começaram a apalpá-la e, em seguida, forçaram-na a fazer sexo oral e foi penetrada por todos eles.
Além disso, os agressores chutaram, socaram e estapearam a adolescente, que tentou sair do local, mas foi impedida. O relatório policial afirma que, depois que a vítima deixou o edifício, o adolescente foi visto fazendo gestos de comemoração aos amigos.
A jovem procurou a 12ª DP de Copacabana para registrar a denúncia e realizou exame de corpo de delito. O laudo identificou lesões compatíveis com violência física, incluindo:
- Infiltrado hemorrágico (acúmulo de sangue)
- Escoriação na região genital
- Sangramento vaginal
- Manchas nas regiões dorsal e glútea
Materiais biológicos foram coletados para exames genéticos e análise de DNA, visando comprovar a autoria do crime.
Repercussões e medidas tomadas pelas instituições
Em meio à grande repercussão do caso, diversas instituições tomaram medidas contra os acusados. A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II afastaram dois dos jovens: o menor de idade e Victor Hugo Oliveira Simonin.
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) suspendeu por 120 dias o aluno Bruno Felipe dos Santos Allegretti. Já o Serrano Football Club, por sua vez, afastou João Gabriel Xavier Bertho e rompeu o contrato com o atleta.
O caso continua sob investigação das autoridades policiais e do Ministério Público, que buscam elucidar todos os detalhes e garantir que a justiça seja feita para a vítima.



