A Polícia Civil prendeu um homem de 22 anos suspeito de estuprar uma menina de 12 anos em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A prisão, ocorrida na quinta-feira (30), trouxe alívio à família da vítima, que havia contestado a soltura do suspeito dias antes.
Descoberta do crime por meio de inteligência artificial
A família descobriu os abusos no sábado (25) ao encontrar uma pergunta feita pela menina a um aplicativo de inteligência artificial (IA). Na mensagem, a vítima questionava se 'não estaria atrapalhando o casamento da tia'. A resposta da IA indicou que a culpa não era dela e que a responsabilidade era do adulto. Ao investigar, a família também encontrou uma mensagem de teor sexual enviada pelo suspeito à menina.
Segundo a investigação, os abusos ocorriam desde dezembro de 2025, quando a vítima tinha 11 anos. O suspeito era noivo da tia da menina.
Revolta com a soltura inicial
No domingo (26), o homem foi preso em flagrante, mas libertado horas depois após o Ministério Público do Paraná (MP-PR) se manifestar pela liberdade provisória, concedida pelo juiz Moacir Antônio Dalla Costa, que considerou que ele não apresentava risco. A família contestou a decisão, alegando que o suspeito mora perto, conhece a rotina da vítima e a ameaçou. A menina passou a ter medo de sair de casa.
Reviravolta e prisão preventiva
Na quinta-feira (30), o MP-PR voltou atrás e denunciou o homem por estupro de vulnerável, solicitando a prisão preventiva. A juíza Gabriela Scabello Milazzo, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São José dos Pinhais, expediu o mandado de prisão.
A tia da vítima relatou que a menina está recebendo apoio e se recuperando. 'Ela é tão inocente que disse: 'Tia, ele pode viver a vida dele fora daqui, é só ele nunca mais me ver'. Ela tem dó dele, mas ele fez um estrago inimaginável na cabeça dela. Ela ainda se sente culpada', afirmou.
Defesa do suspeito
A defesa do suspeito, representada pelo advogado Daniel Monteiro de Lima, informou que ainda não teve acesso integral aos autos e que adotou medidas legais para garantir a integridade física do cliente, incluindo apuração de ameaças contra ele e familiares.
Ameaças e indiciamento
A delegada Anielen Magalhães indiciou o homem por estupro de vulnerável (de forma continuada) e ameaça, já que ele tentou intimidar a vítima para não relatar os abusos. A tia contou que, durante o confronto, o suspeito fazia gestos ameaçadores por trás dela para a menina não falar. Após ser retirado do quarto, a vítima revelou os abusos, dizendo: 'Desculpa tia, eu não queria estragar seu casamento'.
Orientações para denúncia
A delegada orienta que é fundamental acreditar na palavra da criança e observar sinais como fala sexualizada ou comportamento reprimido. Denúncias podem ser feitas pelos números: Polícia Militar (190), Polícia Civil (197), SAMU (192) e Disque Direitos Humanos (100).



