Polícia conclui que marido jogou carro em rio de propósito; ele é indiciado
Polícia conclui que marido jogou carro em rio de propósito

Polícia conclui que marido jogou carro em rio de propósito

A delegada Iasmin Gregório informou que os laudos periciais não identificaram problemas mecânicos no veículo que caiu no Rio Paraná, em Porto Rico, no Noroeste do Paraná. Dentro do carro estavam Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e sua filha Maria Laura Roman Talaska, de três anos, que morreram afogadas. O condutor era o marido de Iria, Márcio Talaska, de 38 anos. Após investigação, a Polícia Civil concluiu que ele jogou o carro da família no rio intencionalmente.

Indiciamento e prisão

Márcio foi indiciado por feminicídio, pela morte da esposa, e por vicaricídio, pela morte de Maria Laura. Ele está preso preventivamente desde o dia 8 de maio. O vicaricídio é o crime cometido contra uma pessoa sob a guarda de uma mulher para causar sofrimento a ela. A delegada explicou que a tipificação se encaixa no caso porque havia possibilidade de dolo: Iria poderia não ter morrido, mas Maria Laura sim.

A defesa de Márcio afirmou na sexta-feira (15) que se manifestará somente após analisar o processo. Nesta segunda-feira (18), novo contato foi feito, mas não houve retorno até a última atualização.

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Evidências da investigação

Segundo a delegada, os exames periciais mostraram que não havia nada que impedisse Márcio de frear antes da queda. Também não há indícios de que ele estivesse perdido, com base em câmeras de segurança. "Não havia um motorista desorientado. Ele não perguntou orientação para sair da cidade. A Polícia Civil constata que não foi um acidente, foi proposital, e ele dirigia o veículo", relatou Iasmin.

A delegada destacou que Márcio demorou para pedir ajuda após o carro submerso. O depoimento de um pescador e imagens de segurança confirmaram que ele saiu nadando "com certa habilidade" e depois gritou: "Morreu minha mulher e minha filha". "Na condição humana, um pai tentaria salvar o filho primeiro antes de sair do veículo", considerou.

Depoimentos e trajeto

Onze pessoas foram ouvidas, incluindo familiares e amigos. Inicialmente, Márcio mentiu, dizendo que Iria dirigia, mas câmeras provaram que ele era o motorista. O trajeto mostrou que ele dirigiu por oito minutos em linha reta até a rampa, sem desvios.

Antes do crime, em uma confraternização, Iria cantou uma música sobre traição, gerando "clima de tensão". Márcio saiu sem se despedir, e a família foi embora. Testemunhas relataram que Iria saiu chorando e entrou no banco do carona, com a criança atrás.

Violência psicológica

Uma amiga de Iria disse que ela sofria violência psicológica e "não aguentava mais o casamento". Três dias antes do fato, Iria mandou mensagens chorando. A testemunha também relatou hematomas pelo corpo. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que pode denunciar Márcio.

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