Empresário pede perdão em vídeo após agressão que deixou jovem em coma no Distrito Federal
O empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, divulgou um vídeo nesta terça-feira (27) em que pede desculpas à família do adolescente de 16 anos que ficou em coma após uma briga na última sexta-feira (23), em Vicente Pires, no Distrito Federal. No registro, Turra expressa profundo arrependimento pela situação do jovem, que sofreu traumatismo craniano severo após ser agredido.
Detalhes do incidente e estado da vítima
A confusão começou quando Pedro Turra jogou um chiclete mascado em outro jovem, o que desencadeou uma discussão que escalou para violência física. Durante a briga, o adolescente de 16 anos levou uma série de socos, desequilibrou-se e bateu a cabeça em um carro. Horas depois, ele foi internado em um hospital particular, onde foi diagnosticado com traumatismo craniano severo e submetido a uma cirurgia na cabeça.
Desde sábado (24), o jovem permanece em sedação máxima, em coma e em estado crítico na UTI, sem perspectiva de alta. Um relatório médico apresentado na audiência de custódia descreve seu estado como muito grave, destacando a gravidade das lesões sofridas.
Conteúdo do vídeo e declarações de Pedro Turra
No vídeo divulgado pela defesa de Turra, o empresário dirige-se diretamente à família do adolescente, referindo-se a ele pelo primeiro nome, Rodrigo – o g1 optou por não divulgar dados pessoais da vítima. Turra afirma: Olá. Meu nome é Pedro Arthur Turra Basso. Eu vim aqui pedir perdão ao Rodrigo, à família do Rodrigo. Nunca foi minha intenção deixar ele desse jeito, no hospital. Nunca imaginei que isso ia acontecer.
Ele complementa: Eu não tenho palavras para descrever o quão arrependido eu estou. Eu oro todo dia para Deus para que o Rodrigo saia do hospital bem, que a família dele fique bem. Turra também explica que, após a briga, foi para casa achando que estava tudo bem, pois ambos saíram andando, e só soube da gravidade dos ferimentos mais tarde.
Andamento legal do caso
Pedro Turra foi preso em flagrante na sexta-feira (23) e liberado no sábado após pagar uma fiança de 15 salários mínimos, equivalente a R$ 24.315. O caso segue em investigação pela Polícia Civil, e ele deve ser indiciado por lesão corporal gravíssima. Em seu depoimento à polícia, Turra já havia afirmado que sua intenção durante a briga não foi machucar, e sim apartar, mas as consequências graves do incidente levaram a medidas judiciais rigorosas.
A situação continua a ser monitorada, com a saúde do adolescente em coma sendo a principal preocupação, enquanto as autoridades avaliam as responsabilidades legais envolvidas.