Padrasto acusado de envenenar enteada de 9 anos permanece preso por decisão judicial em Goiás
Padrasto acusado de envenenar enteada de 9 anos segue preso em Goiás

Padrasto suspeito de envenenar enteada de 9 anos permanece preso após decisão judicial em Goiás

Ronaldo Alves de Oliveira, suspeito de envenenar e causar a morte da enteada Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, vai continuar preso, conforme decisão da Justiça divulgada nesta quinta-feira (2). O caso ocorreu em Alto Horizonte, na região norte de Goiás, onde o padrasto teria colocado veneno no arroz servido durante um jantar em família.

Detalhes do crime e investigação

Segundo o delegado Domenico Rocha, a perícia confirmou que o arroz consumido no jantar continha um veneno popularmente conhecido como chumbinho. Ronaldo declarou à polícia que foi responsável por preparar o arroz envenenado e afirmou ter descartado as sobras no lixo, onde possivelmente foram consumidas por animais que também morreram.

A defesa de Ronaldo informou à TV Anhanguera que ele está colaborando com a apuração dos fatos, ressaltando que a investigação está em fase inicial e requer apuração técnica e imparcialidade.

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Cronologia dos eventos e impacto na família

Na noite de sexta-feira (27), Weslenny passou mal após jantar arroz, feijão e carne moída com a mãe, o irmão de 8 anos e o padrasto. A menina começou a apresentar dores, vômitos e crises convulsivas ainda em casa. "Mãe, não estou aguentando", disse Weslenny, segundo relato da mãe, Nábia Rosa, que pediu para levá-la ao hospital.

O irmão da vítima também apresentou sintomas após a refeição e foi internado no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Inicialmente em estado grave, seu quadro apresentou melhora, mas ele segue sob cuidados médicos.

Motivações e contexto familiar

Nábia Rosa relatou à TV Anhanguera uma falta de paciência do padrasto com as crianças, mencionando que ela pedia para ele deixar os filhos sob seus cuidados. Ela sugeriu que Ronaldo teria motivos para atacá-la, pois ela não queria mais o relacionamento e ele não aceitava o fim.

O padrasto é investigado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado, conforme informou o delegado.

Desenvolvimentos da investigação

A Polícia Militar foi acionada no hospital após a equipe médica desconfiar da rápida evolução do quadro clínico de Weslenny. O perito Marcelo de Castro Coelho Morais explicou que o caso não se comporta como uma infecção alimentar comum, especialmente porque as duas crianças apresentaram sintomas semelhantes após a mesma refeição.

Além dos alimentos consumidos no jantar, a polícia apreendeu outros itens da geladeira e encontrou quatro gatos mortos na vizinhança, que teriam consumido parte da comida descartada no lixo.

Com a prisão preventiva de Ronaldo, a polícia continua a investigação, analisando aparelhos celulares apreendidos, coletando novos depoimentos e aguardando a conclusão de laudos periciais complementares.

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