Ossadas são encontradas em mata na Bahia; polícia investiga ligação com 'tribunal do crime'
Ossadas em mata na Bahia podem ser de vítimas de 'tribunal do crime'

Descoberta macabra em área rural da Bahia

A Polícia Civil realizou uma descoberta sinistra na última segunda-feira (9) no município de Nova Viçosa, localizado no extremo sul do estado da Bahia. Durante operações de busca, agentes encontraram ossadas humanas em uma densa área de mata, próximo às margens do Rio Beirão, em meio a uma extensa plantação de eucalipto.

Investigação aponta para 'tribunal do crime'

As investigações indicam que os restos mortais podem estar relacionados ao desaparecimento de um casal ocorrido no distrito de Posto da Mata em 15 de outubro de 2025. Segundo informações da polícia, as vítimas identificadas como Helivania de Souza Rocha, conhecida como Dininha, e Anderson Araujo dos Santos, vulgo Sheik, teriam sido alvo de um suposto 'tribunal do crime' após desentendimentos com integrantes de uma organização criminosa que atua na região.

Testemunhas relataram à polícia que, na noite do desaparecimento, um homem encapuzado invadiu a residência do casal. Após gritos e apelos desesperados das vítimas, que pediam para não serem levadas, o casal simplesmente desapareceu, sem deixar rastros até a descoberta das ossadas.

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Operação policial e perícia técnica

A descoberta ocorreu durante uma ação coordenada da Polícia Civil, que vinha realizando incursões em diversos pontos da cidade de Nova Viçosa na tentativa de localizar as vítimas desaparecidas. Os agentes encontraram os restos mortais em condições que sugerem terem sido depositados no local há algum tempo.

O material ósseo foi imediatamente recolhido e encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica, onde passará por minuciosa análise pericial. Os exames têm como objetivo principal confirmar a identidade das vítimas através de métodos científicos de identificação humana.

Suspeita de cemitério clandestino

Além da investigação sobre as ossadas encontradas, a polícia está examinando a possibilidade de que a área possa ser utilizada regularmente como cemitério clandestino pela facção criminosa envolvida no caso. Agentes continuam vasculhando a região em busca de mais evidências que possam corroborar essa hipótese.

A morte do casal permanece sob intensa investigação, com esforços concentrados em elucidar completamente a autoria dos homicídios e identificar todos os envolvidos na execução do suposto 'tribunal do crime'. A polícia não descarta a possibilidade de que mais corpos possam ser encontrados na mesma região.

O caso representa mais um capítulo sombrio na violência relacionada ao crime organizado no interior baiano, destacando os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate a essas organizações criminosas que atuam com métodos brutais de justiçamento privado.

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