Mulher trans de 50 anos é assassinada a facadas em Porto Calvo, Alagoas
Mulher trans assassinada a facadas em Porto Calvo, AL

Mulher trans de 50 anos é assassinada a facadas em Porto Calvo, Alagoas

Uma mulher trans identificada como Bianca Costureira, de 50 anos, foi vítima de um assassinato brutal com golpes de arma branca neste domingo (25), na cidade de Porto Calvo, localizada no estado de Alagoas. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), uma equipe do 6º Batalhão foi acionada para verificar um homicídio em uma residência situada na travessa Boa Vista.

Detalhes do crime e investigação policial

No endereço indicado, os militares encontraram o corpo da mulher com ferimentos graves causados por uma arma branca, confirmando a natureza violenta do crime. Testemunhas relataram que o assassinato teria ocorrido durante a madrugada, aumentando a perplexidade e o impacto na comunidade local. A Polícia Militar segue realizando diligências para esclarecer os fatos e reforça que qualquer informação sobre a autoria e motivação do crime pode ser repassada de forma anônima através do Disque Denúncia (181).

Contexto nacional de violência contra pessoas trans

Este trágico incidente ocorre em um momento em que a violência contra a população trans no Brasil continua a ser uma preocupação significativa. Um dossiê que será divulgado nesta segunda-feira (26) pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) revela que pelo menos 80 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país em 2025. Embora esse número represente uma queda de 34,4% em relação às 122 mortes contabilizadas em 2024, a Antra destaca que o Brasil mantém, pelo 17º ano consecutivo, a triste posição de país mais perigoso para a população trans em todo o mundo.

O caso de Bianca Costureira ressalta a invisibilidade e os desafios enfrentados por pessoas trans que envelhecem, um tema frequentemente negligenciado em discussões sobre direitos humanos e segurança pública. A comunidade local e organizações de defesa dos direitos LGBTQIA+ estão em alerta, exigindo justiça e medidas mais eficazes para combater a violência baseada em identidade de gênero.