A morte de Márcia Camila Santos Aroucha, de 33 anos, ocorrida após uma agressão violenta em via pública em São Luís, foi motivada por uma rixa antiga com os agressores, segundo informações do marido da vítima, identificado como Douglas. Em entrevista à TV Mirante, ele negou a versão de que a esposa teria ido a uma barraca com os três filhos para pedir churrasquinho.
Detalhes da agressão
A agressão ocorreu no bairro Santa Efigênia no dia 9 de maio e foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram pelo menos cinco pessoas cercando e agredindo a vítima. No vídeo, é possível ver duas mulheres usando toucas na cabeça, que seriam funcionárias de uma barraca de churrasco da região. A vítima foi internada em estado grave no dia 11 de maio e morreu na quarta-feira (20).
Versão do marido
Douglas afirmou que os agressores pertencem a uma mesma família e que Márcia já tinha uma rixa antiga com o grupo. No dia da agressão, Márcia teria saído apenas para comprar um lanche para os filhos em um comércio localizado ao lado da barraca de churrasco da família agressora. Ele negou a versão de que a esposa teria ido até a barraca com os três filhos para pedir comida. Douglas disse que as crianças estavam em casa com ele no momento do crime.
Consequências e investigação
Após as agressões, Márcia conseguiu voltar para casa e contou que havia apanhado, mas não detalhou por quantas pessoas. Ela só procurou atendimento médico na segunda-feira (11), quando deu entrada no Hospital da Cidade (Socorrão II) e ficou internada em estado grave, morrendo 12 dias depois. Na delegacia, a irmã de Márcia relatou que a vítima foi atacada com socos, chutes e pedradas, sofrendo diversos hematomas pelo corpo e uma lesão grave na cabeça.
A Polícia Civil informou que o caso inicialmente foi registrado como lesão corporal grave, mas passou a ser investigado como homicídio simples após a confirmação da morte. As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia Especial da Cidade Operária. A polícia trabalha para identificar todos os envolvidos que aparecem nas imagens e esclarecer as circunstâncias e a real motivação do crime. Até o momento, ninguém foi preso.



