Morador de Bauru frustra golpe do falso entregador e suspeito é preso
Morador de Bauru frustra golpe do falso entregador; suspeito preso

Um morador de Bauru, no interior de São Paulo, conseguiu evitar cair no chamado “golpe do falso entregador” e ajudou a polícia a prender o suspeito. O crime ocorreu quando um homem de 21 anos se apresentou na residência da vítima vestido com mochila de aplicativo e portando um ventilador, alegando que faria uma entrega. Para que o suposto produto fosse recebido, ele solicitou que a vítima realizasse uma “confirmação” por meio de reconhecimento facial em seu celular.

Reação da vítima e prisão

A vítima desconfiou da abordagem e foi alertada por vizinhos de que se tratava de um golpe. Com a ajuda de terceiros, conseguiu conter o suspeito até a chegada da Polícia Militar. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem confessou informalmente que fazia parte de um grupo criminoso especializado nesse tipo de fraude. Ele revelou que fotografava documentos e capturava imagens do rosto das vítimas para enviar a um comparsa, que era responsável por realizar empréstimos e transações bancárias em nome das pessoas lesadas.

Detalhes da ação criminosa

Segundo o registro policial, o suspeito afirmou receber R$ 200 por cada foto obtida e disse que aquela havia sido a terceira tentativa de golpe feita por ele apenas naquele dia. O homem foi preso em flagrante por tentativa de estelionato. O celular e o ventilador usados na ação foram apreendidos. A Polícia Civil investiga a participação de outros envolvidos no esquema.

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Orientações das autoridades

O delegado Marcelo Gimenes, em entrevista à TV TEM, afiliada da Rede Globo, explicou que criminosos costumam usar falsas entregas para convencer vítimas a fornecer documentos e fazer reconhecimento facial, recurso que pode ser usado para fraudes bancárias. “O que é preciso ter em mente é que jamais se deve fornecer dados e imagens do rosto para pessoas desconhecidas. Isso não faz parte da rotina dessas empresas de entrega”, afirmou.

O delegado orienta que consumidores desconfiem de pedidos de fotos de documentos, biometria facial ou qualquer confirmação fora dos aplicativos oficiais. Segundo ele, no máximo, empresas podem solicitar códigos enviados por SMS para confirmar uma entrega. Gimenes também alertou para os riscos de reagir em casos de abordagem suspeita. “A gente nunca sabe se a pessoa está armada ou se há outros criminosos por perto. O ideal é não reagir. Percebeu algo errado, acione a polícia e deixe que ela faça o trabalho”, disse.

A recomendação da Polícia Civil é registrar boletim de ocorrência em caso de tentativa ou golpe consumado e nunca compartilhar documentos, códigos ou imagens do rosto em abordagens suspeitas.

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