A polícia aponta Laércio Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, como o maior ladrão de livros raros do Brasil. Agora, ele é investigado também por envolvimento no roubo de obras de arte. Investigações indicam que Laércio foi o mentor intelectual do roubo de 13 obras da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em dezembro do ano passado. Entre os quadros levados estavam obras assinadas por Matisse e Portinari.
Como agia o criminoso
Segundo os investigadores, Laércio orientava outros criminosos sobre formas de ocultar as obras roubadas e evitar o rastreamento das peças. Conversas encontradas no celular de um dos suspeitos mostram que ele pesquisava valores de quadros e negociava encontros para tratar do esquema. Em um dos áudios obtidos pela polícia, o próprio Laércio admite a mudança de atuação criminosa: “A minha especialidade mesmo é livros. Meu negócio é livro. Livros muito valiosos, muito raros. Eu espalho isso pelo mundo todo. Eu estou me metendo com negócio de quadro aí agora”, afirmou.
Investigações e prisões
Antes de migrar para os roubos de obras de arte, Laércio já era conhecido por furtar obras centenárias de bibliotecas, institutos históricos e acervos públicos em diferentes estados do Brasil. Em um documentário citado nas investigações, ele relata que o primeiro furto aconteceu após uma obsessão por Carmen Miranda. Segundo ele, a estreia no crime ocorreu quando roubou uma revista antiga com a artista na capa dentro de um museu. De acordo com as investigações, ele já foi preso ao menos 11 vezes e monitorado pela Polícia Federal desde que deixou a prisão, em 2020. A polícia afirma que nenhuma das obras de arte roubadas foi recuperada até agora. Mesmo preso, Laércio recebeu um novo mandado de prisão relacionado ao caso. Investigadores também tentam identificar compradores e receptadores das peças furtadas.



