Marlon Carvalhedo da Rocha confessa assassinato de enteada de 14 anos durante tentativa de estupro no DF
Homem confessa assassinato de enteada de 14 anos no DF

Homem confessa assassinato de enteada de 14 anos durante tentativa de estupro no Distrito Federal

A Justiça do Distrito Federal determinou a conversão em preventiva da prisão em flagrante de Marlon Carvalhedo da Rocha, de 29 anos, acusado de assassinar sua enteada de 14 anos durante uma tentativa de estupro. O crime ocorreu no último domingo, 18 de agosto, em um apartamento localizado na cidade de Planaltina, região administrativa do DF.

Decisão judicial destaca periculosidade do acusado

Durante a audiência de custódia realizada nesta terça-feira, 20 de agosto, o Ministério Público solicitou a manutenção da prisão com o objetivo de garantir a ordem pública. A defesa do acusado, por sua vez, pediu o benefício da liberdade provisória. O juiz do Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) rejeitou o pedido da defesa, destacando a periculosidade do suspeito e o risco de reiteração criminosa.

Em sua decisão, o magistrado afirmou que "as medidas cautelares alternativas à prisão não se mostram, por ora, suficientes e adequadas para acautelar os bens jurídicos". O processo foi encaminhado ao Tribunal do Júri de Planaltina, que ficará responsável por acompanhar o caso. A pena prevista para estupro de vulnerável varia entre 8 e 15 anos de prisão.

Detalhes do crime e confissão do acusado

A adolescente foi encontrada pela própria mãe no domingo de manhã, apresentando sinais claros de estrangulamento e asfixia. Quando a Polícia Militar do DF chegou ao local, a vítima já estava sem vida. Durante o interrogatório, Marlon Carvalhedo da Rocha confessou o assassinato, declarando que se arrependeu do crime e que não tinha intenção de manter relações sexuais com a vítima.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o acusado possui um extenso histórico criminal, incluindo:

  • Duas passagens anteriores por estupro
  • Roubo de veículo
  • Desacato à autoridade
  • Uso e posse de entorpecentes

O mais grave é que o novo delito ocorreu enquanto o homem cumpria pena em regime de prisão domiciliar, demonstrando total desrespeito às determinações judiciais.

Contexto familiar e investigações em andamento

A mãe da adolescente, de 38 anos, mantinha um relacionamento de seis meses com Marlon da Rocha. No momento do crime, estavam presentes no apartamento a mãe, as duas filhas – de 11 e 14 anos – e o acusado. A família celebrava a recente compra do imóvel pela mãe da vítima com um jantar comemorativo.

A polícia investiga a possibilidade de o acusado ter colocado alguma substância para induzir sonolência em um suco servido durante a comemoração. Tanto a mãe quanto a filha mais nova ingeriram a bebida. Em seu depoimento, Marlon afirmou que a companheira foi quem preparou o suco e disse desconhecer qualquer substância adicionada à bebida.

Sequência dos fatos e fuga do criminoso

Após ingerirem o suco, a criança mais nova e a mãe foram dormir em um dos quartos. Segundo as investigações policiais, foi nesse momento que o homem teria tentado cometer o crime sexual contra a adolescente de 14 anos, resultando em seu assassinato. A polícia ainda investiga se o estupro foi consumado.

Na manhã do domingo, a mãe encontrou a filha mais velha desacordada e com sangramento, acionando imediatamente o SAMU. Vizinhos relataram ter ouvido gritos durante a madrugada. Após cometer o homicídio, o homem fugiu do local levando um notebook e dois celulares. Sua prisão só foi possível graças ao rastreamento por GPS de um dos celulares roubados.

À Polícia Militar, o acusado afirmou que tentou fazer uso de drogas e, após ser impedido pela adolescente, a enforcou até a morte.

Histórico criminal alarmante

O histórico criminal de Marlon Carvalhedo da Rocha é marcado por graves violações:

  1. 2016: Autuado por uso e porte de substância entorpecente
  2. 2019: Condenado por estupro de uma criança de 11 anos
  3. 2023: Envolvido em caso de estupro contra a própria mãe
  4. 2026: Acusado de roubo de veículo no Itapoã, com fuga bem-sucedida

O caso reforça a necessidade de atenção aos mecanismos de combate à violência e ao abuso sexual infantil, além de levantar questões sobre a eficácia das medidas alternativas à prisão para criminosos reincidentes e de alta periculosidade.