O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta sexta-feira (22), a Operação Líbano, que tem como alvo um grupo criminoso vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) nos estados de Mato Grosso e Rondônia. A ação, que ocorre simultaneamente em três cidades, visa desarticular uma organização que, segundo as investigações, atuava no tráfico de drogas e em assassinatos decorrentes da disputa por território entre facções rivais na região de Cáceres, localizada a 220 quilômetros de Cuiabá.
Mandados cumpridos
Ao todo, estão sendo cumpridas sete ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão. As cidades envolvidas são Cáceres, Cuiabá e Pimenta Bueno, em Rondônia. As investigações tiveram início após a Polícia Civil de Cáceres identificar uma estrutura organizada ligada ao PCC, com atuação no tráfico de entorpecentes e em homicídios na região.
Estrutura da facção
De acordo com o Gaeco, pelo menos seis suspeitos foram identificados como integrantes da organização criminosa. As investigações apontam que os envolvidos possuíam funções bem definidas dentro da facção, com parte do grupo responsável pelo apoio logístico e outros ocupando posições de liderança. Essa hierarquia permitia que as atividades criminosas fossem coordenadas de forma eficiente, dificultando a ação das forças de segurança.
Origem do nome da operação
O nome Operação Líbano faz referência a um dos principais investigados, conhecido pelo codinome “Líbano”. Segundo o Gaeco, ele foi morto por integrantes de uma facção rival durante um conflito na região de Cáceres. Ainda conforme os investigadores, o apelido era utilizado para ocultar a identidade do suspeito e dificultar a atuação policial, principalmente em mensagens trocadas por aplicativos usados para coordenar as atividades criminosas.
Apoio operacional
A operação contou com o apoio da Secretaria de Justiça, por meio do Grupo de Intervenção Rápida, do canil e do setor de inteligência da Polícia Penal de Mato Grosso, além da Casa de Detenção de Pimenta Bueno, em Rondônia. As forças de segurança seguem nas ruas para cumprir os mandados e coletar provas que possam subsidiar futuras ações contra o crime organizado.



