Três jovens, com idades entre 27 e 29 anos, foram presos em flagrante na quarta-feira (29) em Uberlândia, suspeitos de fazer parte de um grupo criminoso especializado em golpes com cartões de crédito. O caso foi registrado como furto mediante fraude.
Como funcionava o golpe
De acordo com a Polícia Militar (PM), a equipe foi acionada durante patrulhamento após denúncias de que o trio estaria dentro de um supermercado no bairro Luizote de Freitas, realizando saques e transações suspeitas em caixas eletrônicos, utilizando vários cartões bancários. Imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento confirmaram a ação do grupo.
Os suspeitos utilizavam diversos cartões de crédito em nome de terceiros para realizar saques sucessivos, enquanto manuseavam um celular, possivelmente usado para acessar dados ou autorizar as operações financeiras. A polícia informou que o esquema envolvia o uso de “laranjas”, pessoas que cediam ou tinham seus dados usados para movimentações financeiras ilegais.
Abordagem e apreensões
Durante rastreamento na região oeste da cidade, os policiais encontraram um dos envolvidos, que foi abordado enquanto contava dinheiro dentro do carro. Conforme a PM, o suspeito apresentou nervosismo e tentou esconder o dinheiro no porta-luvas. Na busca, foram apreendidos oito cartões de crédito de terceiros, cerca de R$ 4 mil em dinheiro e um celular.
Os outros dois suspeitos também foram presos durante a ação policial. Eles foram localizados na rua Tiago, no bairro Maravilha. Durante a abordagem, demonstraram nervosismo e não souberam explicar a origem dos materiais. No veículo em que estavam, os militares encontraram R$ 12.511 em dinheiro, 26 cartões bancários com anotações e dois celulares.
Investigação em andamento
A polícia suspeita que o caso não seja isolado e investiga a atuação de uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias, com divisão de tarefas para aplicar os golpes. O trio foi levado para a delegacia de plantão da Polícia Civil junto ao material apreendido. O g1 questionou a Polícia Civil mais detalhes das investigações, mas não houve resposta até a última atualização da reportagem.



