Ex-colega 'bruto e nervoso' é preso por matar jovem a facadas em supermercado de Iporá
Ex-colega preso por matar jovem a facadas em supermercado

Ex-colega 'bruto e nervoso' é preso por matar jovem a facadas em supermercado de Iporá

A tragédia ocorreu no dia 20 de janeiro, quando Natasha Eduarda Alves de Sá, uma jovem de 21 anos, foi brutalmente assassinada a facadas dentro de um supermercado localizado na cidade de Iporá, no oeste do estado de Goiás. O suspeito, um ex-colega de trabalho de 20 anos, foi preso em flagrante delito pela Polícia Civil e deve responder por homicídio qualificado, conforme informações oficiais das autoridades.

Comportamento preocupante no ambiente de trabalho

Geovanna Fernandes Barbacena, uma recepcionista de 19 anos que era amiga próxima da vítima, revelou em entrevista exclusiva à repórter Eliane Barros que o suspeito já era visto pelos funcionários como uma pessoa "bruta e nervosa" desde o período em que ainda trabalhava no estabelecimento comercial. Ela convivia diariamente com Natasha e destacou que o comportamento do indivíduo chamava atenção negativamente, gerando desconforto entre os colegas.

Segundo o relato detalhado de Geovanna, o ex-colega era uma pessoa reservada e quieta, mas suas atitudes causavam mal-estar. "Desde que ele entrou para trabalhar, sempre comentávamos que ele era bruto e nervoso, porém muito quieto, ficava sempre no canto dele", afirmou a amiga da vítima. Diante desse perfil comportamental, alguns funcionários chegaram a especular que ele poderia estar enfrentando problemas emocionais, como depressão, o que levava a equipe a tentar ignorar certas atitudes para evitar conflitos diretos.

Natasha tentava ajudar o suspeito

Em contraste com a postura de outros colegas, Natasha Eduarda Alves de Sá adotava uma abordagem diferente e mais compassiva. "Ela sempre dizia que brincava e puxava assunto com ele para tentar ajudar, para ver se ele se acostumava com a gente", contou Geovanna, evidenciando a natureza solidária da jovem assassinada. No entanto, essa tentativa de integração não foi suficiente para prevenir a escalada de tensões que se desenvolveram ao longo do tempo.

Cobranças profissionais e aumento da tensão

Com o passar dos meses, a relação profissional entre Natasha e o suspeito se tornou progressivamente mais tensa, especialmente após a jovem assumir uma postura mais firme em suas funções como supervisora. "Ele começou a fazer pirraça e não aceitava ser cobrado para fazer o que tinha sido contratado. Aí ela passou a pegar mais firme", explicou a recepcionista. Essa dinâmica conflituosa culminou com o pedido de demissão do suspeito, que deixou o supermercado aproximadamente dois meses antes do crime fatal.

Após sua saída, conforme Geovanna relatou, o nome do ex-funcionário não era mais comentado entre os colegas de trabalho, o que pode ter criado uma falsa sensação de segurança. A defesa do suspeito já apresentou alegações preliminares, indicando que ele apresenta possíveis problemas psicológicos e deverá passar por avaliações especializadas para determinar seu estado mental no momento do crime.

O caso chocou a comunidade local e levantou questões importantes sobre a segurança no ambiente de trabalho e a necessidade de atenção a sinais de comportamento violento. As investigações continuam em andamento, com a Polícia Civil coletando mais evidências e depoimentos para consolidar o processo judicial.