Ex-colega mata recepcionista com nove facadas em supermercado de Iporá e ri após crime
Natasha Eduarda Alves de Sá, uma jovem de 21 anos, foi brutalmente assassinada por um ex-colega de trabalho dentro de um supermercado na cidade de Iporá, em Goiás. O crime ocorreu no dia 20 de janeiro, quando Felipe Gabriel de Souza Oliveira, de 20 anos, ex-funcionário do estabelecimento, entrou no local e esfaqueou a vítima aproximadamente nove vezes, utilizando uma faca que ele mesmo pegou dentro do supermercado.
Testemunha relata comportamento debochado do suspeito
Geovanna Fernandes Barbacena, amiga de Natasha e colega de trabalho, que atua como recepcionista no mesmo supermercado, presenciou o momento do crime e deu detalhes chocantes sobre o comportamento do agressor. Segundo seu relato, Felipe Gabriel entrou no estabelecimento e ficou parado, rindo e observando o ambiente antes de se dirigir ao fundo da loja.
"Lembro de tê-lo visto entrar, ficar parado rindo e observando bastante o ambiente. Em seguida, foi em direção ao fundo da loja", contou Geovanna em entrevista. Ela acrescentou que, após o ataque, viu o suspeito montar em uma bicicleta e guardar a faca na cintura, momento em que ele começou a rir de forma debochada.
"Ele passou a rir, de forma debochada, como se estivesse achando graça de tudo o que tinha acabado de acontecer", descreveu a testemunha, que ainda relatou ter ouvido o suspeito fazer ameaças, dizendo que voltaria para fazer o mesmo com outras pessoas.
Detalhes do ataque e prisão em flagrante
O crime aconteceu de forma rápida e violenta. Geovanna narrou que, ao ver Natasha passar atrás do suspeito, fez um gesto de questionamento, e a amiga respondeu com outro gesto, como se também estivesse confusa. Em questão de segundos, ouviu-se os gritos da vítima durante o ataque.
"De repente, em questão de segundos, ouvi os gritos", disse Geovanna, que ficou apavorada e sem reação. Ao correr para a frente do supermercado, encontrou Natasha toda ensanguentada, o que aumentou seu desespero.
Felipe Gabriel foi preso em flagrante logo após o crime e está detido preventivamente em Iporá. A defesa do suspeito informou, em nota, que elementos técnicos indicam possíveis problemas psicológicos, e uma avaliação específica foi determinada para avaliar seu quadro.
Vítima era conhecida por tentar ajudar o suspeito
Natasha e Geovanna eram amigas há cerca de um ano, desde que começaram a trabalhar juntas no supermercado. Natasha, que antes era caixa e havia sido promovida a supervisora, era descrita como brincalhona, responsável e sonhava em se tornar agrônoma.
Segundo Geovanna, Natasha frequentemente tentava ajudar Felipe Gabriel, que era conhecido por atitudes estranhas, sendo descrito como "bruto" e "nervoso". As amigas cogitavam que ele pudesse estar com depressão.
"Muitas vezes eu via a Natasha tentando puxar assunto com ele, e ele a ignorava. Eu dizia pra deixar ele pra lá, mas ela sempre respondia: 'não, eu fico brincando e puxando assunto com ele para ver se ele se acostuma com a gente, fico tentando ajudar'", relembrou Geovanna.
Com o tempo, as atitudes de Gabriel pioraram, e ele começou a fazer "pirraças" com Natasha, que então mudou sua postura para ser mais firme. Isso teria causado revolta no suspeito, que não aceitava as cobranças. Ele pediu demissão há cerca de dois meses, e Geovanna só o viu novamente no dia do crime.
Investigações e possíveis consequências legais
O delegado Bruno de Paula, responsável pelo caso, confirmou que Felipe Gabriel responderá pelo crime de ameaça contra Geovanna, devido às declarações feitas após o assassinato. A recepcionista denunciou a ameaça na delegacia, e o suspeito agora enfrenta acusações adicionais.
O delegado também mencionou que, caso a avaliação psicológica determine que Gabriel sofre de alguma doença mental, ele poderá ser internado em um hospital adequado por medida de segurança, conforme solicitado pela defesa.
"A defesa solicitou um laudo. Se o juiz entender que ele tem alguma doença mental ele será internado por medida de segurança", explicou Bruno de Paula.
O caso continua sob investigação, com as autoridades coletando mais informações sobre o histórico do suspeito e as circunstâncias que levaram ao trágico episódio em Iporá.