Polícia do Rio busca cinco suspeitos de estupro coletivo em Copacabana
A Polícia Civil do Rio de Janeiro está em busca de quatro jovens e um adolescente acusados de participarem de um estupro coletivo contra uma menor de idade em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. Dois dos suspeitos são alunos do tradicional Colégio Pedro II e já respondiam a processos disciplinares internos por comportamento inadequado e agressões dentro da instituição de ensino.
Detalhes do crime e investigação
Segundo o inquérito da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro. A vítima, uma adolescente, foi convidada por um colega de escola para visitar o local. O rapaz teria pedido que ela levasse uma amiga, mas como não conseguiu, a jovem foi sozinha.
No elevador do prédio, o adolescente avisou que mais amigos estariam no apartamento e sugeriu que fariam "algo diferente", proposta que foi recusada pela vítima. Já dentro do imóvel, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o jovem que a convidou, outros quatro rapazes entraram no cômodo.
A adolescente relatou às autoridades que, após insistência do colega, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, segundo seu depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos os presentes.
A vítima afirmou ainda que foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal durante a violência. Tentou sair do quarto, mas foi impedida pelos agressores.
Suspeitos e medidas judiciais
Quatro homens foram indiciados por estupro com concurso de pessoas:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
- João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos
- Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
Todos os maiores de idade têm mandados de prisão em aberto e são considerados foragidos pela polícia. O Portal dos Procurados já divulgou cartaz com as imagens dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo.
O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. Seu procedimento foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, e sua identidade não será divulgada por ser menor de idade.
Relação com o Colégio Pedro II
Dois dos suspeitos são estudantes do Colégio Pedro II, uma das instituições públicas de ensino mais tradicionais do Brasil. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um adolescente de 17 anos, ambos matriculados no campus Humaitá II, já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado na escola.
Os dois jovens também respondem a processo disciplinar interno por agressão dentro da unidade escolar. No domingo, 1° de fevereiro, a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus Humaitá II informaram que abriram processo administrativo para desligar os estudantes suspeitos do crime.
Em nota, a instituição afirmou que repudia qualquer forma de violência e trabalha para o combate ao assédio, à violência de gênero e a toda forma de discriminação.
Histórico da instituição
O Colégio Pedro II foi fundado em 2 de dezembro de 1837, no Rio de Janeiro, então capital do Império, a partir de decreto de Dom Pedro II, com a proposta de servir como modelo de ensino secundário no país. Ao longo de sua história, formou alunos que se destacaram em diferentes áreas da vida pública e cultural brasileira.
Entre seus egressos estão músicos, compositores, poetas, médicos, juristas, professores, historiadores, jornalistas e presidentes da República, como Nilo Peçanha e Washington Luís. Com a sanção da Lei 12.677, de 2012, a instituição foi equiparada aos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, ampliando sua autonomia administrativa.
Atualmente, o Colégio Pedro II conta com 14 campi no Grande Rio, a maioria na capital, e oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio Regular e Integrado e Educação de Jovens e Adultos, além de cursos de graduação e pós-graduação. A instituição também desenvolve projetos de pesquisa, extensão e programas culturais.
O ingresso de estudantes ocorre por meio de processos seletivos públicos realizados anualmente. Para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, o acesso se dá geralmente por sorteio público, enquanto para os anos finais do Ensino Fundamental e as modalidades do Ensino Médio, a seleção costuma ocorrer por meio de provas.



