Adolescente de 13 anos é vítima de estupro coletivo e agressão em São João de Meriti
Estupro coletivo de adolescente de 13 anos em São João de Meriti

Adolescente de 13 anos sofre estupro coletivo e agressão em comunidade de São João de Meriti

Agentes do 21º Batalhão da Polícia Militar, com sede em São João de Meriti, localizaram nesta quinta-feira, dia 5, dois homens feridos na comunidade Trio do Ouro, situada na Baixada Fluminense. A ação policial ocorreu após a obtenção de informações sobre a possível localização de indivíduos suspeitos de participarem do estupro de uma adolescente de apenas 13 anos. Um dos homens, identificado como jovem, apresentava sinais evidentes de agressão no local, enquanto o outro foi encontrado na Unidade de Pronto Atendimento de São João de Meriti, onde buscava assistência médica.

Detalhes chocantes do crime relatados pela vítima

A adolescente, cuja identidade é preservada por ser menor de idade, denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo após ser abordada por homens armados dentro da comunidade. Segundo seu relato à polícia, ela estava em uma praça da região acompanhada por uma amiga quando um grupo de homens a forçou a entrar em um veículo. De acordo com a denúncia, sete homens armados estariam envolvidos no crime, sendo que cinco deles teriam participado diretamente do ato de violência sexual.

A vítima contou ainda que sofreu um disparo de arma de fogo de raspão na cabeça durante a agressão. Os criminosos a ameaçaram explicitamente, afirmando que, caso o ocorrido fosse comunicado às autoridades policiais, seus familiares seriam mortos. Após o trauma, a adolescente deu entrada em um hospital da região para atendimento médico de emergência, onde ficou internada para receber os cuidados necessários.

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Linhas de investigação e contexto do crime

A Polícia Civil informou que, de acordo com a primeira linha de investigação, a adolescente estaria em um baile funk organizado por uma facção criminosa rival e residia em uma área controlada por outro grupo criminoso. Quando retornou para sua casa, criminosos da localidade onde ela morava teriam descoberto sua presença no evento e cometido a violência como uma forma de retaliação ou controle territorial.

A ocorrência foi formalmente registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti e encaminhada para uma delegacia especializada, responsável pela condução das investigações. A Polícia Militar reforçou o policiamento na região após o registro do caso, visando garantir a segurança e facilitar as diligências.

Atendimento médico e apoio psicossocial à vítima

Em nota oficial, a Prefeitura de São João de Meriti, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que a adolescente foi atendida durante um plantão noturno em uma unidade da rede municipal de saúde. Ela recebeu os primeiros cuidados médicos e foi encaminhada para uma unidade de referência pediátrica do município, onde seu estado de saúde é considerado estável.

A jovem recebeu acolhimento das equipes técnicas, acompanhamento psicossocial especializado e início de tratamento preventivo. Posteriormente, foi transferida para outra unidade da rede municipal para a realização de novas avaliações e a continuidade do tratamento integral. O prefeito Léo Vieira expressou sua revolta com o caso, destacando que a adolescente está recebendo suporte psicológico e neurológico devido à agressão na cabeça.

"É algo revoltante. Tenho uma filha de 16 anos e é inimaginável algo assim, uma atrocidade. A adolescente está recebendo todo o suporte na questão psicológica e neurológica porque ela também foi agredida na cabeça. Toda a equipe de saúde está dando o suporte para ela e para a família neste momento difícil", afirmou o prefeito em comunicado.

Andamento das investigações e sigilo processual

A Polícia Civil destacou que a unidade investigativa iniciou diligências imediatamente para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime hediondo. Por se tratar de um inquérito que envolve uma vítima menor de idade, com apenas 13 anos, a investigação corre sob rigoroso sigilo judicial, conforme determina a legislação brasileira de proteção à criança e ao adolescente.

As autoridades seguem colhendo provas e depoimentos para elucidar completamente o caso, que chocou a comunidade local e levantou debates sobre a segurança pública na região da Baixada Fluminense.

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