Delivery japonês clandestino é interditado e dono preso em São João da Boa Vista
Delivery japonês clandestino interditado; dono preso (08.05.2026)

A Polícia Civil interditou, na quinta-feira (7), um restaurante delivery de comida japonesa que funcionava de forma clandestina em São João da Boa Vista (SP). O proprietário do estabelecimento, identificado como 'Sushigo', foi preso durante a operação, mas acabou solto na audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (8). A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.

Condições precárias de higiene e falta de licenças

Segundo a Polícia Civil, o local não possuía alvará de funcionamento nem licença da Vigilância Sanitária. As condições de higiene eram péssimas, com alimentos impróprios para consumo e ambiente insalubre. O delivery era realizado por meio do aplicativo iFood, que foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou até a última atualização.

O caso foi registrado como crimes contra a relação de consumo, cumprimento de mandado de busca e apreensão e localização e apreensão de objetos. O proprietário foi solto com base no artigo 319 do Código de Processo Penal, que prevê medidas cautelares alternativas à prisão. Ele responderá pelo crime em liberdade, mas deverá comparecer periodicamente em juízo para justificar suas atividades, está proibido de ausentar-se da comarca sem autorização e não pode frequentar determinados locais no período noturno.

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Alimentos impróprios e ambiente insalubre

De acordo com o Boletim de Ocorrência, policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) encontraram alimentos impróprios para consumo, como arroz, peixes, frutos-do-mar, pepino, shimeji e salmão, armazenados em condições inadequadas. O ambiente era insalubre, com restos de alimentos espalhados pela cozinha, ausência de limpeza adequada e problemas estruturais, incluindo a falta de ligação correta da pia ao sistema de esgoto.

Materiais apreendidos na residência e no restaurante

Durante o cumprimento de um mandado de busca domiciliar na residência do proprietário, os agentes encontraram seringas, agulhas e uma máquina de cartão bancário dentro de um armário da cozinha. Um celular também foi apreendido. O suspeito afirmou que os materiais seriam utilizados para aplicação de anabolizantes e informou que havia outros insumos em seu estabelecimento comercial.

No endereço do restaurante, que não tinha qualquer identificação na fachada, foram apreendidas mais seringas, agulhas, um frasco identificado como álcool, ataduras e uma bula do medicamento 'Durateston'. O investigado confirmou que o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento nem licença da Vigilância Sanitária.

Interdição e descarte de alimentos

A Vigilância Sanitária Municipal foi acionada e confirmou diversas irregularidades. Foi lavrado auto de infração sanitária e determinada a interdição imediata do estabelecimento, além do descarte de todos os alimentos considerados impróprios para consumo. Os fiscais informaram que já havia denúncia registrada anteriormente na ouvidoria municipal relatando o funcionamento clandestino do restaurante.

A polícia informou que os materiais apreendidos serão utilizados no aprofundamento das investigações sobre possíveis crimes contra a saúde pública e outras infrações que possam ter sido praticadas pelo investigado.

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