Desaparecimento de aposentado de 87 anos em Rio Branco completa dez dias sem pistas concretas
As buscas pelo aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, que desapareceu no dia 18 de janeiro ao sair de casa no bairro Alto Alegre, em Rio Branco, entraram no décimo dia nesta quarta-feira (28) sem resultados positivos. O idoso sumiu quando foi comprar um refrigerante para o almoço da família, em um comércio próximo à residência.
Operação de busca mobiliza forças de segurança com tecnologia avançada
Equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas pelo idoso no dia 20 de janeiro, e os trabalhos se concentram principalmente nos ramais do Mutum e Plácido, região onde o aposentado foi visto pela última vez. Após as buscas iniciais, o caso mobiliza as forças de segurança na procura pelo homem, que tem problemas cardíacos e de audição.
Na manhã desta quarta-feira, uma neta do desaparecido se reuniu com representantes da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), bombeiros e Polícia Civil para coordenar os esforços. O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que todos os equipamentos e esforços foram aplicados, incluindo cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), utilizado em operações de monitoramento de áreas sensíveis.
Investigação considera que idoso pode estar vivo, mas pistas não se confirmam
O delegado Pedro Paulo Buzolin, coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), afirmou que a apuração está sendo feita considerando que o idoso ainda está vivo. Contudo, todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando.
"Infelizmente nós ainda não tivemos nenhuma pista concreta. Algumas informações de pessoas que haviam visto esse senhor, nós buscamos checar, mas infelizmente eram pessoas parecidas, mas não eram o senhor Pedro que está desaparecido", explicou o delegado.
Família descreve homem independente e saudável apesar da idade
Ceiça Vilchez, neta do aposentado, veio da Suíça, onde mora, para acompanhar as buscas pelo avô. Segundo ela, Vilchez é um homem independente e que os problemas de saúde não o impediam de sair sozinho de casa.
"O meu avô sempre foi muito independente. Ele trabalhou desde muito cedo no roçado, então, todas as vezes que ia para a cidade, saía com muita facilidade, sem qualquer problema. Com relação à saúde, devido à idade, 87 anos, é óbvio que já tem algumas coisas, como a pressão alta, mas nada que fosse um problema até o momento", relatou.
Detalhes do desaparecimento e últimas aparições
O idoso desapareceu em 18 de janeiro de 2026, após sair de casa para comprar refrigerante. Foi visto pela última vez em imagens de câmeras de segurança no Ramal do Mutum, caminhando pela estrada por volta das 9h17 da manhã. Familiares informaram que Pedro usava calça jeans, camisa branca e chapéu branco no momento do desaparecimento.
As primeiras buscas foram feitas por amigos, familiares, conhecidos, bombeiros, policiais e voluntários. Os bombeiros utilizaram drones com câmeras térmicas e quadriciclos para acessar áreas de difícil penetração, seguindo a estrada até a cidade do Bujari, distante cerca de 24,7 quilômetros da capital Rio Branco.
Como a população pode ajudar nas buscas
Qualquer informação sobre o paradeiro de Pedro Vilchez deve ser comunicada às autoridades competentes. Os canais de contato incluem:
- Polícia Civil
- Corpo de Bombeiros pelo número 193
- Diretamente à família, pelo telefone (68) 99994-9881
As buscas continuam intensificadas, com a esperança de localizar o aposentado que, segundo as autoridades, pode ter se abrigado em alguma residência na extensa área urbana de Rio Branco.