Famílias de desaparecidos no Tocantins vivem aflição sem respostas oficiais
Desaparecidos no TO: famílias vivem aflição sem respostas

Famílias de desaparecidos no Tocantins vivem aflição sem respostas oficiais

As famílias de José Neto Gomes Araújo, de 37 anos, e Ronaldo de Moura, de 38 anos, enfrentam dias de angústia e desespero com o desaparecimento de seus entes queridos. Os casos ocorreram em cidades da região central do Tocantins e, até o momento, as autoridades não apresentaram avanços significativos nas investigações.

Desaparecimento de taxista em Paraíso do Tocantins

José Neto, que trabalhava como taxista, desapareceu no dia 19 de abril após sair para tomar banho em um balneário localizado entre Paraíso do Tocantins e Monte Santo do Tocantins. Nesta segunda-feira (18), as buscas realizadas por parentes e amigos completam 29 dias sem qualquer vestígio. O pai, Antônio Gomes, expressou a aflição de ver o tempo passar sem novidades: "Nenhuma novidade. Nenhuma notícia do meu filho ainda. Hoje tá com 29 dias. A polícia só fala que tá investigando e nós da família, nem os amigos, ninguém sabe de nada", disse Antônio.

As buscas oficiais realizadas pelo Corpo de Bombeiros foram suspensas devido à falta de pistas, mas a família continua procurando por conta própria. O pai relatou ainda que a família recebeu informações sobre a soltura de um suspeito, o que aumentou a sensação de insegurança. "Só sei que meu filho tá desaparecido. E também estamos sabendo, parece que o rapaz que tava preso foi liberado, né? E tamo aqui com a aflição, cada dia que passa a gente fica mais inconformado", desabafou o pai do taxista.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Caseiro desaparecido em Goianorte

A família de Ronaldo de Moura, caseiro de 38 anos, também espera respostas sobre o paradeiro dele. Ele foi visto pela última vez no dia 27 de abril, na zona rural de Goianorte, após sair para fazer uma manutenção na fazenda onde trabalhava. Durante aquele dia, ele chegou a fazer contatos telefônicos com a família, mas parecia desorientado, segundo os relatos. Nesta segunda-feira (18), completam-se 21 dias de seu desaparecimento.

Para a irmã do caseiro, Lenice, a falta de informações oficiais é o que mais castiga. "Até agora nenhuma resposta da polícia. A gente continua sem notícia nenhuma, não tem rumo nenhum até agora", desabafou. Lenice ressalta que o sentimento é de abandono diante da paralisação das buscas de campo. "E o bombeiro não veio para procurar mais. Porque disse que não tem pista de onde procurar. A Polícia Civil, só no dia do acontecimento que foi pegar o depoimento da gente, nunca mais deu notícia. Aí a gente fica assim, só no desespero mesmo, de ele continuar desaparecido e a gente sem saber aonde procurar mais, né?", relatou a irmã.

Falta de respostas oficiais

O g1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO) e com o Corpo de Bombeiros para obter atualizações sobre as investigações, mas até a última atualização desta reportagem não houve resposta. As famílias seguem aflitas e sem perspectivas de novidades.

A situação dos dois desaparecidos evidencia a dor e a impotência de quem busca por entes queridos sem o devido suporte das autoridades. Enquanto isso, amigos e parentes realizam manifestações e buscas voluntárias na esperança de encontrar respostas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar