Um crime brutal chocou a comunidade do bairro São Judas Tadeu, na Serra, região da Grande Vitória, na noite de sexta-feira, 2 de fevereiro. Um homem de 43 anos, identificado como Charles Rosa Nascimento, matou a facadas seu amigo de 59 anos, Willis Correa, por causa de uma dívida de apenas R$ 100. O agressor foi preso após ser perseguido por moradores revoltados com a violência.
Detalhes do crime brutal
A Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência no bairro, onde informaram que uma pessoa estava sendo perseguida por vizinhos. Ao chegar ao local, os militares encontraram Charles com múltiplas lesões pelo corpo, principalmente no rosto, nas costas e nos membros inferiores, fruto da ação dos moradores que tentaram contê-lo.
Os presentes relataram aos policiais que as agressões contra Charles ocorreram porque ele havia acabado de assassinar outra pessoa a golpes de faca. Vizinhos contaram ter ouvido gritos de socorro vindos da casa da vítima. Willis Correa, a vítima, trabalhava como gari e era bem conhecido na comunidade local.
Motivação trivial e prisão em flagrante
Diante dos policiais, Charles Rosa Nascimento confessou o crime. Ele afirmou que matou o amigo porque Willis não cumpriu um acordo financeiro entre os dois, no valor de R$ 100. A dívida, de valor considerado baixo, foi motivo suficiente para o ataque fatal com uma faca.
O homem foi detido no local. Como apresentava ferimentos, foi socorrido e levado primeiro para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Serra Sede. Depois do atendimento inicial, foi transferido para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, onde permaneceu sob escolta da PM.
Consequências e investigações
Após receber os devidos cuidados médicos, Charles foi conduzido à 3ª Delegacia Regional da Serra. Lá, foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional.
Equipes policiais seguiram para a residência indicada como local do crime, onde confirmaram o óbito de Willis Correa. O corpo da vítima foi removido e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica para realização de necropsia. Após os procedimentos legais, o corpo será liberado para a família.
O caso, que envolve uma dívida insignificante que terminou em tragédia, segue sob investigação da Polícia Civil, que apura todos os detalhes e o contexto da relação entre vítima e agressor.