Corretora assassinada em Goiás: Identificação por DNA pode levar 7 dias, diz polícia
Corretora morta em Goiás: Identificação por DNA leva até 7 dias

Corretora assassinada em Goiás: Identificação por DNA pode levar até 7 dias

A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vítima de um homicídio brutal em Caldas Novas, no sul do estado de Goiás. O corpo da profissional, que estava desaparecido desde o dia 17 de dezembro de 2025, foi localizado na última quarta-feira, 28 de janeiro, após uma confissão do síndico do prédio onde ela residia.

Estado avançado de decomposição dificulta identificação

De acordo com informações da Polícia Científica de Goiás (PCI), o corpo de Daiane foi encontrado em um estado avançado de decomposição, restando apenas os ossos. Diante dessa situação, a única forma possível de confirmar a identidade da vítima é através da extração de DNA dos dentes.

O processo de identificação é complexo e demanda tempo. A polícia explica que será necessário realizar um tratamento químico nos dentes, que pode levar entre 4 e 5 dias. Somente após essa etapa é que se inicia o procedimento de análise genética propriamente dito, que dura mais 1 ou 2 dias.

Todo o processo pode demorar até 7 dias, e apenas depois de concluído o corpo será liberado para a família realizar os ritos fúnebres.

Síndico confessou crime e apontou local do corpo

O síndico do prédio, Cleber Rosa de Oliveira, confessou ter cometido o crime e levou os policiais até o local onde abandonou o corpo da corretora. O local é uma área de mata, situada a aproximadamente 15 quilômetros de Caldas Novas, na cidade de Ipameri.

Além de Cleber, o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso. Ele é suspeito de ter cometido o crime de obstrução de justiça.

A defesa do síndico afirmou, através de nota, que o acusado está colaborando com as investigações e ajudando a esclarecer a dinâmica dos fatos. No entanto, os advogados ressaltaram que ainda não tiveram acesso ao resultado da perícia necroscópica.

Novas perícias e detalhes do crime

A Polícia Científica realizou novos exames no condomínio e no veículo utilizados pelo síndico. Essas perícias têm como objetivo verificar se as versões apresentadas pelos envolvidos são compatíveis com eventuais vestígios encontrados nos locais.

Segundo informações preliminares repassadas pela polícia à família da vítima, foi encontrada uma bala alojada na cabeça da corretora. O advogado da defesa de Cleber confirmou que o síndico usou uma arma de fogo para cometer o crime, mas não forneceu detalhes sobre as circunstâncias.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que trabalha para elucidar todos os aspectos desse crime chocante que abalou a comunidade de Caldas Novas.