Casal condenado por estupro de criança de 3 anos em Ribeirão Preto
Casal condenado por estupro de menina de 3 anos em Ribeirão Preto

Em uma audiência realizada na segunda-feira (18), a Justiça de São Paulo condenou Leilane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e seu marido, Andrey Gabriel Zancarli, de 23 anos, pelo crime de estupro contra uma menina de 3 anos que vivia com o casal em Ribeirão Preto (SP). A criança é filha biológica de Leilane, e Andrey é o padrasto. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou que a prisão de ambos foi mantida, mas não divulgou detalhes sobre as penas, pois o processo tramita em segredo de Justiça.

Acusações e crimes

Na ação penal, o Ministério Público acusou a mãe e o padrasto por seis crimes: estupro de vulnerável, produção de pornografia infantil, divulgação de pornografia infantil, posse de pornografia infantil, aliciamento de criança e fornecimento de bebida alcoólica a menor. O estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, consiste em manter conjunção carnal ou praticar qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos ou pessoas sem discernimento para consentir, como no caso da vítima de 3 anos.

Detalhes dos abusos

Segundo a Polícia Civil, o casal negou ter cometido estupro, mas admitiu ter gravado os vídeos encontrados em seus celulares. A delegada Michela Ragazzi, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), afirmou que as filmagens tinham como objetivo satisfazer fantasias sexuais do casal. Durante os depoimentos, o padrasto revelou que Leilane frequentemente abordava assuntos sexuais em casa, envolvendo a própria filha, mas negou ter tocado na criança. Ele também disse que a mãe dopava a menina com brigadeiro recheado com maconha e que chegou a fazer sexo com a mulher enquanto ela estava sobre a criança. A mãe admitiu que o casal falava de fantasias sexuais para a menor.

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Investigação e prisão

Leilane e Andrey foram presos na noite de 10 de janeiro, após a denúncia do amante da mãe da criança. A Polícia Civil confirmou que os celulares do casal continham vídeos dos abusos sexuais, com imagens de atos libidinosos. O Ministério Público argumentou que mãe e padrasto agiram com consciência e vontade, fornecendo à criança produtos que poderiam causar dependência física ou psíquica. O lar, que deveria ser um ambiente seguro, transformou-se em um palco de exploração, onde a autoridade e confiança dos denunciados foram usadas para facilitar os abusos.

Situação atual da vítima

A menina de 3 anos hoje vive com o pai biológico, que conseguiu a guarda provisória após a prisão do casal. O caso segue sob segredo de Justiça, e a defesa dos condenados ainda não se manifestou.

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