Caloura da USP confunde assalto com trote e mantém calma durante invasão em república
Caloura confunde assalto com trote em república da USP

Caloura da USP pensa que assalto é trote e mantém serenidade durante invasão criminosa

Vitória dos Santos, estudante do primeiro ano de farmácia da Universidade de São Paulo (USP), havia chegado a Ribeirão Preto há menos de 24 horas quando a república onde se instalou no domingo (5) foi invadida por criminosos na madrugada do mesmo dia. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a caloura revelou que inicialmente acreditou tratar-se de um trote universitário, o que a ajudou a manter a calma durante todo o episódio traumático.

"Cheguei ontem e aconteceu ontem. Eu pensava que ia ser um dia normal, mas a madrugada não foi nem um pouco normal. A ficha caiu quando a polícia chegou. Para mim, era tudo um trote até a polícia chegar. Era meu primeiro dia, fiquei tranquila porque pensei que era um trote", contou Vitória, demonstrando como a descrença inicial a protegeu do pânico imediato.

Detalhes da invasão na república estudantil

Pelo menos seis estudantes estavam na casa localizada no bairro Monte Alegre, zona Oeste de Ribeirão Preto, região conhecida pela concentração de repúblicas devido à proximidade com a universidade. Câmeras de segurança da Rua Guia Lopes registraram a ação criminosa que envolveu dois veteranos e quatro calouros no local.

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Os suspeitos conseguiram abrir o portão da residência e permaneceram no interior por aproximadamente 30 minutos, tempo durante o qual levaram celulares, notebooks e tablets dos moradores. Juan Carlos Brito, estudante de direito da USP, foi a primeira vítima a ser abordada e rendida pelos criminosos por volta das 4 horas da madrugada.

"Estava no meu quarto e eles chegaram apontando a arma, pedindo senha, perguntando sobre coisas da casa. Depois que tiveram tudo o que queriam, me amarraram, pediram pra virar para a parede e botaram uma mordaça na minha boca", relatou Juan, descrevendo os momentos de terror vividos durante a invasão.

Ameaças de morte e sensação de insegurança

Segundo os relatos das vítimas, os criminosos fizeram ameaças de morte em múltiplas ocasiões enquanto permaneciam no local. "No quarto, quando estava todo mundo junto, eles falaram que quem ligasse para a polícia iriam matar todo mundo", revelou Vitória dos Santos, destacando o clima de intimidação criado pelos assaltantes.

Pedro Henrique de Souza, também estudante de farmácia que não estava presente durante o crime, ficou alarmado quando recebeu a ligação dos colegas. Ele detalhou que os criminosos entraram pela garagem e contou com a colaboração de vizinhos que compartilharam imagens das câmeras de segurança.

"Eles pegaram celulares, notebooks e tablets de todo mundo. Eram quatro pessoas, só que três entraram para fazer toda essa arruaça pela casa e um ficou de vigia. E aí eles bagunçaram com a casa inteira, mexeram em roupas, mexeram no guarda roupa, alguma coisa de valor. Infelizmente encontraram muitas coisas", explicou Pedro.

Consequências e busca por justiça

Após o crime, os suspeitos fugiram do local e, até a última atualização das informações, ninguém havia sido identificado ou preso. A Polícia Militar esteve no local e os estudantes registraram um boletim de ocorrência, iniciando as investigações formais.

Juan Carlos Brito expressou sua preocupação com a crescente sensação de insegurança no bairro: "As repúblicas aqui são muito perto uma da outra, então o nosso perigo é o perigo de todo mundo. Esse bairro está cada vez mais perigoso e a gente só teve ideia quando uma arma foi apontada para nossas cabeças".

O episódio revela não apenas a vulnerabilidade das repúblicas estudantis, mas também o impacto psicológico que crimes violentos causam em jovens que chegam às cidades universitárias com expectativas de uma nova fase acadêmica. A comunidade estudantil aguarda respostas das autoridades sobre medidas de segurança para prevenir futuras ocorrências semelhantes.

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