Tragédia em Águas de Santa Bárbara: corpo de bebê recém-nascida é localizado no Rio Pardo
Uma trágica história chocou o interior de São Paulo nesta quinta-feira (19), quando o Corpo de Bombeiros confirmou a localização do corpo de uma bebê recém-nascida no Rio Pardo, em Águas de Santa Bárbara. A criança, que estava desaparecida desde terça-feira (17), foi encontrada morta a aproximadamente 1,5 quilômetro do ponto onde sua mãe havia entrado no rio carregando-a nos braços.
Detalhes do encontro e investigação policial
Segundo informações oficiais dos bombeiros, o corpo da pequena estava enroscado em galhos de árvore às margens do curso d'água. Imediatamente após a descoberta, os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Avaré para a realização de exames periciais que possam esclarecer as circunstâncias exatas da morte.
A polícia já havia iniciado uma investigação baseada em um vídeo de câmera de monitoramento de uma propriedade rural, que registrou o momento em que Amanda Christina Batista Rodrigero, de 31 anos, adentrava as águas do Rio Pardo com sua filha recém-nascida nos braços. A bebê havia vindo ao mundo no dia 28 de janeiro de 2026, tornando a situação ainda mais comovente.
Mãe é presa e caso muda de classificação
Amanda foi localizada com vida em um trecho do rio próximo à Ponte do Óleo, na cidade de Óleo, a cerca de 14 quilômetros de distância do local inicial. Dois moradores corajosos a retiraram da água, e ela foi rapidamente encaminhada ao pronto-socorro pelo Corpo de Bombeiros. Posteriormente, a mulher foi levada ao Plantão Policial de Avaré, onde foi presa em flagrante.
Inicialmente tratado como um possível afogamento, o caso sofreu uma reviravolta significativa quando as autoridades passaram a investigá-lo como tentativa de homicídio. A Delegacia Seccional de Polícia de Avaré incorporou o vídeo das câmeras de segurança como peça fundamental do inquérito em andamento.
Desfecho jurídico e continuidade das investigações
Após audiência de custódia realizada na tarde de quarta-feira, a prisão de Amanda foi convertida de flagrante para preventiva, indicando que a Justiça entendeu existirem elementos suficientes para mantê-la detida durante as investigações. O Corpo de Bombeiros, embora tenha tido acesso às imagens que mostram a mulher caminhando às margens do rio e depois entrando na água com a criança, optou por não divulgar publicamente o conteúdo do vídeo.
Moradores da região foram testemunhas cruciais, pois foram eles quem avistaram Amanda dentro do rio e acionaram imediatamente os serviços de emergência. O caso segue sob rigorosa apuração das autoridades policiais, que buscam entender todos os detalhes desta história que terminou em luto para a família e perplexidade para a comunidade local.



