Bebê desaparece há 16 dias em Eldorado dos Carajás; buscas encerradas e investigação sigilosa continua
O bebê José Arthur Sousa Barros, de um ano e sete meses, está desaparecido há duas semanas na região sudeste do Pará, especificamente na zona rural de Eldorado dos Carajás. Nesta sexta-feira (10), completam-se 16 dias desde que ele foi visto pela última vez, em 26 de março, na casa da família próxima ao Assentamento Lourival Santana na Vila Peruano. A cidade fica a cerca de 650 quilômetros da capital Belém, em uma área marcada por uma paisagem diversa que inclui vegetação, rios e a movimentada BR-155.
Área do desaparecimento e características geográficas
A região onde a criança sumiu é composta por pastagens, pequenos lagos e o Rio Peruano, que corta a localidade. A vegetação predominante varia entre capins e plantas mais densas em certos pontos, criando um ambiente complexo para buscas. A proximidade da BR-155, uma rodovia federal com fluxo intenso entre Eldorado dos Carajás e Marabá, adiciona uma camada de preocupação, pois autoridades consideram a possibilidade de tráfego veicular estar envolvido no caso.
Operações de busca e recursos utilizados
Durante 10 dias, uma força-tarefa envolvendo bombeiros, policiais, cães farejadores e drones realizou buscas intensivas em um raio de cinco quilômetros da residência da família. Os cães e drones foram empregados principalmente nas áreas de vegetação, enquanto militares, amigos e conhecidos da família também participaram das diligências. A Marinha foi acionada para varredura no Rio Peruano e em duas represas próximas, utilizando sonar e mergulhadores, mas nenhum vestígio da criança foi localizado. As autoridades não detalharam a profundidade do rio ou outras especificidades técnicas.
Investigação em sigilo e possíveis hipóteses
Com as buscas encerradas, a investigação continua sob sigilo, conforme informado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que tem como intuito "recuperar a criança com vida". A Polícia Civil está focada em apurar veículos que passaram pela região no horário do desaparecimento e em diligências em locais de circulação de passageiros. Celulares de parentes da criança foram apreendidos após divergências nos depoimentos, mas não há confirmação de suspeitos. As circunstâncias exatas do desaparecimento, incluindo quem foi a última pessoa a ter contato com o bebê, permanecem não detalhadas.
Chamado à população e próximos passos
O MPPA destacou que várias medidas foram tomadas, incluindo análise de imagens de câmeras, perícia em veículos e oitiva de moradores. Quem tiver informações que possam contribuir com as investigações é incentivado a repassá-las de forma anônima pelo Disque-Denúncia (181). Enquanto isso, a comunidade e as autoridades aguardam por novas pistas que possam esclarecer o misterioso sumiço do pequeno José Arthur.



