Arma usada em feminicídio de mulher trans é encontrada enterrada em Divinópolis
Arma de feminicídio trans é achada enterrada em Divinópolis

Arma usada em feminicídio de mulher trans é encontrada enterrada em Divinópolis

A Polícia Militar de Minas Gerais confirmou nesta terça-feira, 3 de setembro, a apreensão da arma utilizada no assassinato de uma mulher trans de 43 anos em Divinópolis. O suspeito, um homem de 34 anos e primo da vítima, foi preso novamente após confessar o crime e indicar o local onde havia escondido a pistola calibre 9 milímetros.

Suspeito com histórico de reincidência

O major César Henrique Bittencourt, da Polícia Militar, revelou que o acusado já havia sido detido em 14 de janeiro deste ano por descumprimento de medida protetiva. "Ele demonstra reincidência nesse tipo de crime, inclusive por lesão corporal e vias de fato. Foi preso no dia 14 de janeiro, acabou sendo solto pouco depois e, agora, cometeu esse crime", afirmou o oficial.

O indivíduo foi localizado caminhando às margens da rodovia MG-050, no sentido Abaeté, apenas um dia após o feminicídio. A prisão foi realizada pela Patrulha de Prevenção a Homicídios, em cumprimento a mandado expedido pela Comarca de Abaeté.

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Arma enterrada e versão controversa

Durante as buscas, os policiais militares descobriram a arma do crime enterrada em uma área de mata. "Ele confessou que havia enterrado a arma e nos levou até o ponto, onde desenterramos a pistola calibre 9 milímetros utilizada no crime", detalhou o major Bittencourt.

O suspeito alegou legítima defesa, afirmando que a vítima o ameaçou com uma faca durante uma discussão. No entanto, essa versão é considerada controversa pelas autoridades. "As câmeras da residência foram desligadas momentos antes do fato, o que levanta questionamentos. Há inconsistências que serão aprofundadas pela Polícia Civil", ressaltou o major.

Motivação do crime e contexto familiar

Segundo o relato do acusado à polícia, o feminicídio teria sido motivado por desentendimentos frequentes envolvendo seu cachorro. Ele afirmou não gostar que a prima colocasse o animal para fora do apartamento onde moravam.

A vítima, natural do Distrito Federal, havia se mudado para Divinópolis há aproximadamente um mês com o objetivo de cuidar da avó. O crime ocorreu na manhã de segunda-feira, 2 de setembro, no apartamento compartilhado pela vítima, pelo suspeito e pela idosa. A avó estava presente no imóvel durante o assassinato, mas em outro cômodo, não testemunhando o ocorrido.

Uma testemunha informou à polícia que os conflitos entre os primos vinham se intensificando nas últimas semanas, corroborando a narrativa de desavenças constantes.

Investigações em andamento

A Polícia Civil emitiu uma nota confirmando que o suspeito possui passagem pelo sistema prisional e que as investigações sobre o caso seguem em curso. As autoridades buscam esclarecer todas as circunstâncias do crime, incluindo a veracidade da alegação de legítima defesa e as possíveis motivações por trás do feminicídio.

Este trágico episódio reforça a necessidade de atenção aos casos de violência contra mulheres trans e a importância da efetividade das medidas protetivas em situações de risco.

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