Advogado é detido após se entregar por suspeita de exploração sexual de criança no litoral paulista
O advogado Leonardo Augusto Barduco, de 27 anos, foi preso na noite do último domingo (15) após se entregar voluntariamente à Polícia Civil de Iguape, no litoral de São Paulo. A prisão ocorreu devido a uma suspeita grave: a aquisição de conteúdos sexuais envolvendo uma menina de apenas seis anos de idade, residente em Pariquera-Açu, no interior do estado.
Fuga e entrega à polícia marcam o desfecho do caso
Conforme informações apuradas, Barduco decidiu se apresentar às autoridades após tomar conhecimento da existência de um mandado de prisão temporária em seu nome. Um dia antes, na noite de sábado (14), a Polícia Militar havia tentado efetuar a prisão na residência do advogado em Iguape, mas ele conseguiu fugir ao perceber a chegada dos agentes. A entrega ocorreu logo após ele saber sobre a detenção do pai da criança, realizada na sexta-feira (13).
Conversas reveladoras e confissão chocam investigadores
Durante as investigações, os agentes do 1° Distrito Policial de Iguape constataram, por meio do celular do pai da vítima – cuja identidade não será divulgada para proteger a criança –, que ele vendia fotos e vídeos da menina para o advogado através de um aplicativo de mensagens. Nas trocas de mensagens, Barduco deixou claro seu interesse mórbido, afirmando sentir “vontade demais dela” e explicitando o desejo de “manter relação sexual com a criança”.
O advogado, em depoimento, admitiu à polícia que realmente pretendia ter relações sexuais com a menina, confirmando as suspeitas levantadas pelas conversas interceptadas. O caso foi registrado oficialmente como exploração sexual de vulnerável, produção e compartilhamento de material envolvendo crianças e favorecimento da prostituição.
Pai da vítima também é preso por produção e venda de imagens
Paralelamente, o pai da criança foi detido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua casa, localizada no bairro Rocio. Os investigadores apreenderam seu celular e identificaram conversas que indicavam a produção e circulação das imagens da filha, com menções à obtenção de vantagem financeira por meio da exploração do material.
A Polícia Civil destacou que as evidências apontam para uma rede criminosa voltada à exploração infantil, com transações realizadas digitalmente. A corporação não divulgou detalhes sobre a situação atual da guarda da criança após as prisões, mas afirmou que medidas de proteção estão sendo tomadas.
Investigações continuam em andamento no Vale do Ribeira
O 1º Distrito Policial de Iguape segue com as investigações do caso, que tem chocado a região do Vale do Ribeira. As autoridades reforçam a importância da denúncia em casos de violência e abuso sexual infantil, lembrando que a proteção das crianças é uma responsabilidade coletiva.
Este episódio serve como um alerta sombrio sobre os perigos da exploração infantil no ambiente digital e a necessidade de vigilância constante por parte da sociedade e das forças de segurança.
