Adolescente de 16 anos baleia primos de 6 e 12 anos durante briga de casal no RS
Um caso de violência chocou a cidade de São Gabriel, localizada na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, na noite de terça-feira (14). Dois primos, uma menina de apenas 6 anos e um adolescente de 12, foram baleados durante uma discussão entre um casal. O autor dos disparos é um adolescente de 16 anos, que após o incidente fugiu do local, mas posteriormente se apresentou à delegacia e confessou o crime.
Detalhes do incidente e condições das vítimas
O tiroteio ocorreu por volta das 22h15 em uma residência, onde as crianças assistiam a vídeos em um celular. A menina de 6 anos foi ferida no ombro esquerdo e na bochecha, enquanto o adolescente de 12 anos foi atingido na mão direita. Felizmente, os tiros pegaram as vítimas apenas de raspão, o que evitou lesões mais graves. Ambos foram encaminhados para a Santa Casa de Caridade de São Gabriel e, após receberem os devidos cuidados médicos, foram liberados ainda na madrugada de quarta-feira (15).
Contexto da briga e apreensão do suspeito
Segundo informações da Polícia Civil, o disparo aconteceu durante uma acalorada discussão entre o adolescente de 16 anos e sua companheira, uma jovem de 19 anos que é mãe da menina baleada. O suspeito relatou às autoridades que buscou um revólver calibre .38 na tarde de segunda-feira (13) em um beco próximo ao presídio da cidade. Após a briga, ele teria devolvido a arma no mesmo local. O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo à tentativa de homicídio e permanecia detido na Delegacia de Polícia na manhã de quarta-feira, aguardando a definição sobre para qual Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) seria encaminhado.
Investigações e medidas tomadas
A casa onde ocorreu o tiroteio pertence à mãe da jovem de 19 anos. O suspeito frequentava o local, mas não residia ali. Em um desdobramento preocupante, a polícia considera a residência um ponto de tráfico de drogas, o que levou o Conselho Tutelar a emitir um ato de advertência para a mãe do menino de 12 anos por permitir que ele frequentasse o endereço. Este aspecto destaca os riscos adicionais enfrentados pela comunidade e a necessidade de vigilância contínua por parte das autoridades.
O caso serve como um alerta sobre os perigos da violência doméstica e o acesso de menores a armas de fogo, reforçando a importância de medidas preventivas e de apoio às famílias em situações de risco.



