A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu quatro homens como suspeitos do assassinato brutal de um adolescente de 15 anos, cujo corpo foi encontrado decapitado. O crime ocorreu em Cunha Porã, no Oeste do estado, após a vítima ter saído de casa para assistir à queima de fogos do réveillon.
Detalhes do crime e prisões em flagrante
O adolescente desapareceu na noite de quarta-feira, 31 de dezembro, depois de sair para ver os fogos de artifício da Virada do Ano. Preocupada, sua mãe, de 47 anos, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Militar. O corpo da vítima foi localizado na tarde de sexta-feira, 2 de janeiro, em uma área de mata no município. A cabeça foi encontrada apenas no sábado, 3 de janeiro, a aproximadamente cem metros de distância do local do corpo.
Com base nas investigações iniciais, os policiais identificaram e prenderam em flagrante, ainda no sábado, os quatro suspeitos de envolvimento direto no crime. Eles agora respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As autoridades não descartam a participação de outras pessoas e mantêm as investigações em ritmo intenso.
Possíveis motivações e crueldade do ato
A Delegacia de Investigação Criminal (DIC) informa que trabalha com duas linhas de investigação para apurar a motivação do assassinato. A primeira hipótese é de uma dívida relacionada a drogas. A segunda possibilidade, considerada pelos investigadores, aponta para um motivo considerado banal, decorrente de uma discussão entre a vítima e um dos autores.
Um elemento que chocou os investigadores foi a revelação de testemunhas de que os suspeitos, após cometerem o homicídio, gravaram vídeos e tiraram fotografias exibindo a cabeça da vítima. Segundo a Polícia Civil, esse comportamento demonstra "absoluto desprezo pela vida humana e um grau elevado de crueldade". A polícia busca localizar esses registros para usá-los como prova material no caso.
Contexto local e continuidade das investigações
O crime abalou a cidade de Cunha Porã, município com cerca de 11 mil habitantes, conforme dados do Censo de 2022. A violência extrema do caso, somada ao fato de a vítima ser um adolescente que saiu para uma celebração comum como a passagem do ano, gerou comoção na comunidade local.
A Polícia Civil reforçou que as investigações seguem ativas para confirmar todas as circunstâncias do crime e para identificar se houve a participação de mais indivíduos no brutal assassinato. Os quatro presos permanecem à disposição da Justiça.