Romeu Zema afirma não ter sido notificado sobre inclusão no inquérito das fake news do STF
Zema diz não ter sido notificado sobre inquérito de fake news do STF

Pré-candidato à Presidência nega notificação sobre inquérito do STF

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, do partido Novo, afirmou nesta segunda-feira, 20 de maio, que ainda não foi formalmente notificado sobre sua inclusão no inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante entrevista ao Estúdio i da GloboNews, onde o político abordou diversos temas relacionados à sua campanha eleitoral e às recentes movimentações judiciais.

Notícia-crime de Gilmar Mendes

Mais cedo, o ministro do STF, Gilmar Mendes, ingressou com uma notícia-crime contra Romeu Zema. O pedido judicial está diretamente relacionado a um vídeo publicado pelo ex-governador em suas redes sociais no mês passado. No material audiovisual, Zema faz duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e, especificamente, aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, no contexto do conhecido caso Master. No vídeo, os magistrados são retratados de forma pejorativa, sendo comparados a fantoches.

Questionado sobre a possibilidade de desistir da corrida presidencial para compor chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro, do PL, Zema foi enfático ao declarar que levará sua candidatura até o final das eleições deste ano. Ele ainda complementou sua fala, afirmando que "combater a farra dos intocáveis" se tornou mais um motivo decisivo para permanecer na disputa eleitoral até o último momento.

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O que é o inquérito das fake news

O chamado inquérito das fake news foi aberto oficialmente em março de 2019 pelo Supremo Tribunal Federal e está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O objetivo principal desta investigação, que tem sido alvo de intensas polêmicas e debates públicos, é apurar minuciosamente a disseminação organizada de notícias falsas, ameaças diretas e ataques sistemáticos contra os ministros da Corte e contra o próprio sistema democrático brasileiro.

O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e desde seu início tem como meta identificar estruturas organizadas que atuem de forma coordenada para desacreditar instituições públicas, intimidar autoridades constituídas e estimular discursos contrários à democracia, especialmente por meio do uso massivo das redes sociais e plataformas digitais.

A inclusão de Romeu Zema neste processo investigativo representa mais um capítulo nas tensões entre o Poder Judiciário e figuras políticas que utilizam críticas contundentes em suas campanhas eleitorais. O caso promete gerar ainda mais discussões sobre os limites da liberdade de expressão e o combate à desinformação no período eleitoral.

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