Vereadora Tatiana Medeiros deixa prisão domiciliar para exames e cirurgia nos olhos
Vereadora deixa prisão domiciliar para cirurgia nos olhos

Vereadora Tatiana Medeiros deixa prisão domiciliar para exames e cirurgia nos olhos

A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) voltou à prisão domiciliar no mesmo dia em que saiu, na quarta-feira (11), para realizar uma série de exames, consultas médicas e uma cirurgia nos olhos. Ela foi presa em abril de 2025, acusada de liderar um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Teresina.

Saída autorizada pela Justiça Eleitoral

O pedido de saída temporária foi autorizado pela juíza auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), Júnia Feitosa. A magistrada integrou o colegiado que conduziu a audiência de instrução e julgamento do caso da vereadora, realizada em dezembro de 2025.

O advogado de Tatiana Medeiros, Samuel Castelo Branco, informou que a parlamentar está bem e já se encontra em casa, onde cumpre a prisão domiciliar desde junho de 2025. "Foi e voltou no mesmo dia. Não me informaram nenhuma intercorrência com o procedimento que ela fez ontem, [então] acredito que tenha ido tudo bem", afirmou o defensor.

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Processo em fase final de julgamento

Em janeiro, o ex-presidente do TRE-PI, desembargador Sebastião Ribeiro Martins, declarou que a decisão da Justiça sobre o caso da vereadora deve ser divulgada até março deste ano. "O processo está em fase de diligências. Se não houver alguma mais demorada, teremos as alegações finais e acredito que, até o fim de fevereiro ou começo de março, teremos uma decisão do colegiado [de juízes]", explicou o magistrado na ocasião.

Esquema de compra de votos com participação de facção

Segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, o esquema de compra de votos supostamente liderado por Tatiana Medeiros envolveu a participação de uma "facção criminosa violenta com grande atuação no estado". Em decorrência das acusações, a Justiça Eleitoral determinou o afastamento da vereadora do cargo. O suplente Leondidas Júnior (PSB) assumiu a vaga, conforme estabelece o regimento interno da Câmara Municipal de Teresina.

Problemas de saúde e prisão domiciliar

Durante o período em que esteve presa no Quartel do Comando Geral, Tatiana Medeiros passou mal e precisou ser internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e no Hospital da Polícia Militar (HPM). A prisão domiciliar foi autorizada posteriormente por motivos de saúde, com a imposição de medidas cautelares específicas.

A vereadora chegou a ser solta por meio de uma liminar em outubro de 2025, após o Tribunal de Justiça anular um relatório financeiro utilizado como prova contra ela, por ter sido obtido sem autorização judicial. No entanto, a Justiça Eleitoral determinou o retorno de Tatiana Medeiros à prisão domiciliar, onde permanece atualmente aguardando o desfecho do processo.

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